quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

🌙 Aleatoriedades Cotidianas 🪄


Rascunhos da Alma ★™

Pela manhã, acordei cedo, tomei um banho frio, me vesti com minha calça jeans, minha blusas de botões branca e meu casaco de flores (que me deixa parecendo uma feiticeira 😌🪄💕) e fui para a escola. Saí cedo, então caminhei lentamente, aproveitando cada vista deslumbrante que se desenrolava na minha frente (ok, eu tô parecendo o Victor Hugo).

Cheguei na escola, enchi minha garrafinha e fui para a sala. Como não tinha professor, fiquei conversando com duas amigas na frente da sala, mas depois entramos e tivemos aula de Sociologia. Foi legal, vimos alguns slides e copiamos. Então, tivemos aula de História e, outra vez, uma boa aula. Depois, o recreio, que passei comendo e conversando com um grupo aleatório da mesa em que sentei (eu e meu feitiço de me dar bem com todo mundo). Voltei para a sala e mais aula de História. Inclusive, eu trouxe O Diário de Anne Frank na minha mochila e li um pouco dele entre uma aula e outra.

Fui embora com meu irmão e, no caminho, peguei uma flor vermelha (a que aparece na foto), que estava no chão e capturou minha atenção. Em casa, eu tomei banho, lavei louça e servi o almoço. No começo da minha tarde, eu fiquei criando uma coreografia para a música Movin'On da Kally's Mashup (a qual fiz só uma parte) e depois fiquei escrevendo em meu diário.

Fui fazer café às 15h, comi bolacha e estudei o que tinha visto na escola. Depois, tomei banho, peguei uma xícara de café (não, eu não sou a Dona Florinda) e fui estudar Psicologia.

Hoje, nesse estudo, vi sobre quem somos quando erramos. Nosso sistema de ameaça (segundo a teoria de Paul Gilbert) associa um episódio ao nosso caráter, criando a supergeneralização, um viés cognitivo que costuma transformar casos isolados em regra de vida. Então, o objetivo do dia foi desmitificar isso.

Então, agora, estou escrevendo esse post e ouvindo a música coreana Smiley da Yena e BIBI. Ainda não escureceu por aqui, mas tá fazendo bastante frio. Meus gatos Sol e Branquinha estão dormindo na cadeira à minha frente, ao lado do meu caderno. Não sei o que vou fazer depois daqui, mas devo inventar algo.

A questão é: o quanto do cotidiano é uma escolha consciente que fazemos? Você vive o que vive porque não tem escolha ou porque realmente gosta do que está vivendo? 

Com Amor (e Indagação), Lua 🌙 🪄.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Um dia habitável — Leitura, ideais e reflexões

“Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, é um romance trágico do ultrarromantismo português, centrado em um amor intenso, impossível e marcado pelo sofrimento.

A história acompanha Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens que se apaixonam profundamente. O problema é que suas famílias são rivais, cheias de orgulho e conflitos antigos. O amor entre eles, em vez de unir, acende ainda mais o ódio entre os dois lados.

Para impedir o relacionamento, Teresa é trancada em um convento pelo próprio pai. Simão, impulsivo e apaixonado, acaba se envolvendo em um confronto violento ligado à família dela e é condenado ao exílio. Mesmo separados, os dois mantêm o amor vivo por meio de cartas cheias de dor, esperança e devoção.

Paralelamente, surge Mariana, uma jovem que se apaixona silenciosamente por Simão e o ama de forma generosa e sacrificada — um amor não correspondido, mas profundamente fiel.

O romance mostra como o amor, quando cercado por orgulho, rigidez social e destino cruel, pode se transformar em sofrimento e destruição. É uma história sobre paixão absoluta, sacrifício e a força dos sentimentos — bela e dolorosa ao mesmo tempo.”


Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026.

Hoje, eu terminei de ler Amor de Perdição pela segunda vez. O final foi o mesmo que o de antes, mas dessa vez, foi com menos impacto funcional. Não fiquei pesada com o final, apenas me senti triste. 

Pela manhã, fui para a escola e me senti estranha, insegura. Mas depois voltei para casa, e me senti um pouco eu mesma, de novo, depois de estudar Psicologia e planejar estudos sobre Literatura.

Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026.

Oi, de novo. Hoje, eu me arrumei com minha calça jeans, uma blusa de botão branca e um casaco de flores e fui para escola. Nesses dias, eu estava indo com uma roupa que não chamasse muita atenção porque eu não estava pronta para receber isso sem me desregular por dentro. Então, hoje, me enchi de coragem e fui do jeito que eu queria e, no final, ninguém ligou e eu estava feliz. Foi uma vitória e tanto para mim mesma.

Agora falando de Amor de Perdição… eu ganhei esse livro do meu pai e, naquele momento, eu ainda estava lendo Jane Eyre, então eu deixei ele guardado para ler depois. Quando chegou a hora, eu o li em dois dias, porque fiquei viciada no jeito que Camilo Castelo Branco conta histórias. A única coisa que eu não fiz — e que pretendo, acho — foi responder ao roteiro de perguntas.

Simão e Teresa idealizaram um amor. Mariana se entregou a um amor não correspondido. E ambos foram duramente machucados pela realidade. E nem um deles sobreviveu a isso, não porque eram fracos, mas porque não conseguiriam viver em um mundo que não foi o que eles idealizaram.

Os meus ideais também foram quebrados uma vez. Eu também tentei “anestesiar” a mim mesma para não precisar lidar com a realidade. E por algum milagre “divino” — e olha que nem nisso eu acredito — eu ainda estou aqui, eu ainda sou eu. Todos lidam de uma forma com a realidade que vivem, e nenhuma delas estão erradas, não importa se eu concordo ou gosto delas. Todos sabem onde dói, e isso não me diz respeito. Tudo que eu posso fazer é viver a minha vida da minha forma. E deixar que os outros vivam da maneira deles, mesmo que me incomode.

» A minha verdade é só minha. Isso ninguém muda, mas também a isso ninguém deve. «

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Não é sobre "viver sem dor" — é sobre senti-la e conseguir seguir em frente.


Existe uma frase que eu li em um dos meus estudos sobre Psicologia, que é:

“Dor é inevitável. Sofrimento não é.”

Essa dor são as emoções humanas naturais que todo mundo — até aquelas pessoas que fingem que não — sentem. O sofrimento é a tentativa de expulsar a emoção, de tentar não sentir o que já está sendo sentindo.

E isso fez total sentido pra mim ontem. Basicamente, eu fiquei doente, passei o dia todo dormindo e acordando, sentindo dores e morrendo de febre. Eu me senti mal em não ter feito muita coisa, por não ter sido “útil”. Mas tentei não me culpar e dizer a mim mesma que eu precisava descansar.

Quando acordei hoje, estava um pouco melhor, mas ainda cansada. Escrevi um pouco, assisti a alguns minutos de um vídeo de balé sobre O Lago dos Cisnes (sim, oficialmente viciada) e fui ler esse livro, Alerta de Gatinho. Consegui me divertir um pouco, mesmo que meu corpo ainda doa e que minha mente esteja pessimista. 

Então, eu me permiti sentir, me dei liberdade para ficar doente por um dia inteiro, me deixei ser apenas um ser humano cansado e isso não durou mais que dois dias. Ou seja, talvez o que prolongue um sentimento ruim seja justamente o fato de evitá-lo. Se o nosso cérebro aprender que sentir emoções desconfortáveis é seguro, ele não vai entrar em pânico quando acontecer. Ele vai sentir e depois... continuar.

Com Amor, Lua.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Fim de Semana — Refletindo...

 


Pensatices™

Oi, Moonsters. Adotei esse apelido para vocês porque é um trocadinho com a palavra Moon e Monsters. Cês entenderam, né? Claro.
Ok, hoje é sexta e é um dia de novos planos. Só nesse dia, fiz um mini projeto artístico (juntei algumas folhas e fiz desenhos e frases aleatórias), terminei meus estudos independentes de Psicologia e vou iniciar sobre esse e outros assuntos na segunda que vem, e voltei a dançar! Claro, dancei K-pop.
Eu sou uma garota de muitos sonhos, de muitas paixões, com um coração grande o suficiente para tudo e todos que vou amar. E falando em amar... acho que tem um garoto da minha nova sala que tô gostando. Sei lá.
Não quero fazer muito nessa noite, mas acho que estou feliz. Nem tudo está perfeito, nem todas as peças se encaixaram, mas eu continuo aqui, continuo inteira. Continuo... eu.

Com Amor, Lua ★.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Um projeto feito com amor — E medo, mas corajosamente.

“Autopromoção nunca foi minha praia. Mas acho que dá pra tentar. Só hoje.”

Não, essa citação não foi dita por alguém famoso. Só um pensamento de alguém com a mente em combustão.

Falando sério agora — “respiração profunda pra conter as risadas gramaticais” —, eu vou publicar um livro. Basicamente, vai ser um diário virando um livro que vou publicar no Google Play Livros sob o pseudônimo de “Marilyn Austen”.

“Ok, mas por que anunciar isso num lugar que SABEM quem você é?”

É, eu também não sei. No fundo, eu confio mais em quem me conhece por minhas palavras do que pelo que posto nas redes sociais. Talvez um dia esse medo passe e eu atribua o livro a meu nome real, prometo. Não sei a quem eu tô prometendo, mas acredito que esse sentimento passará algum dia.

Ok, informações básicas sobre o livro:

Nome: Com Amor, Lyn.

Data de Lançamento: 22 de maio de 2026 (ou seja, meu aniversário).

Se vocês gostam do que escrevo aqui, talvez gostem desse projeto medrosamente feito por mim. Mas, como dizia Simon, “A coragem é louca”.

Com Amor, Lua ★.

Um Conto de Natal de Charles Dickens — Como fantasmas do Natal mudaram um homem.


No dia 31 de dezembro de 2025 — mais conhecido como o último dia do melhor ano da minha vida —, eu finalizei este maravilhoso, esplêndido e digníssimo livro. Pela primeira vez, li alguma coisa de Charles Dickens e me apaixonei como Otto Frank (só quem leu O Diário de Anne Frank vai entender — e é exatamente por isso que EU entendo 😌☝️).

O Scrooge, no começo, é realmente um ser que causa lástima. Não só isso, ele também causa pena. Como um ser humano pode ter um coração tão duro? Como um ser humano não deixa a magia do Natal entrar em seu interior? (ok, eu estou falando como uma cristã, CHEGA!). Então, veio primeiro o fantasma de Marley, que foi muito, muito reflexivo. 

Os Fantasmas do Natal foram incríveis, mas...
• Passado: mais dolorido.
• Presente: o mais “uau, abriu meus olhos”.
• Futuro: o mais triste.

Então, o jeito que Scrooge muda depois disso é incrível e me fez ter um pouquinho de esperança na bendita raça humana. Acho que se a gente refletisse mais sobre nós mesmos, teríamos mais chances de mudar. Mas muita gente prefere achar que se é eterno, ou como eu digo, muita gente prefere “eternizar-se”.

Adoro o Dickens. Não tanto quanto o Otto, acho.

Com Amor, Luana 🌙 🪄 .

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Talvez a mudança seja boa (TALVEZ)

 Hello, Moonsters 🌙🪄.

Hoje foi o terceiro dia de aula. E, incrível, estranha e taciturnamente, eu gostei de ter ido para a escola hoje. Foi legal, de verdade. 
Como nos outros dois dias, eu literalmente voei para a escola, usando minha calça jeans, minha camisa de botões bege e meu casaco de flores ao redor dos ombros. Quando cheguei, falei com duas amigas de outra sala e já comecei o dia rindo. Entrei na sala e, graças ao Deus-Gato — o deus que importa —, o professor ainda não tinha chegado. Fiquei conversando com os colegas da minha turma e depois tive aula de Sociologia. Eu gostei muito e achei interessante. Depois, fui embora com meu irmão e passei — dessa vez, com mais calma —, pelo que eu denominei "La porte de Cosette et Marius", o qual consiste em um portão gradeado com flores e plantas rebeldes. Ele me lembra aquele portão da casa de Cosette e de Jean Valjean, onde ela se encontrou com Marius (veja até que ponto esse romance de Victor Hugo chegou 💕😌).

Bom, muito bom. Aliás, quando estávamos indo pra casa, o professor de Sociologia e mais um garoto (que eu suponho ser filho ou parente dele, não sei) nos pararam e o professor perguntou para o meu irmão se eu era irmã dele, o que eu respondi: sim. Então, os dois foram embora na moto e eu sorri com aquilo (talvez tanto quanto o garoto sorriu). Ok, não estou apaixonada. Mas é bom se sentir vista.

Ainda hoje, eu assisti a um vídeo muito legal da Julia Minegirl — voltando à infância —, comecei o livro Frankestein de Mary Shelley, e estudei Sociologia e Psicologia em um aplicativo de estudos muito legal. Foi um dia muito bom e, mais que isso — bem e profundamente vivido.

Com Amor, Luana 🌙🪄.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Beijos e Croissants de Anne Sophie Jouhanneau — Uma aventura em Paris que me tirou da triste constatação da mudança.


“Beijos e Croissants é um romance jovem adulto encantador escrito por Anne-Sophie Jouhanneau, que combina sonhos, romance e a magia de Paris em uma história leve e envolvente. 

A história acompanha Mia Jenrow, uma jovem americana que sempre acreditou estar destinada a ser uma bailarina profissional – uma paixão alimentada por uma antiga lenda familiar ligada à Ópera de Paris. Ao passar um verão em Paris para perseguir seu sonho de ballet, Mia enfrenta desafios inesperados: uma rival competitiva, um instrutor exigente e, claro, novas descobertas sobre si mesma e seu coração. 

No meio dessa jornada, ela conhece Louis, um rapaz francês charmoso que a apresenta aos encantos da Cidade do Amor entre passeios de Vespa e croissants deliciosos — mostrando que às vezes a vida reserva surpresas que vão muito além dos nossos planos.”

Na segunda-feira ★.

Pra quem passou quase dois meses lendo Os Miseráveis, esse livro é um ótimo alívio com cheiro de Croissant. Hoje foi o meu primeiro dia de aula e não foi nada do que imaginei que seria. Eu me senti meio decepcionada, mas também cansada dessa mudança. Então, depois de chorar, peguei um café (frio, só pra combinar) e fui terminar de ler esta preciosidade.

Na Terça-feira ♪.

Depois de mais um dia cansativo em uma escola nova, com pessoas, desafios e ruas novas, voltei para falar desse livro. 
Eu estava meio pra baixo porque acabei Les Misérables e não estava conseguindo me divertir com minha leitura atual (segredo de Estado 😌☝️), então fui no Skeelo e resgatei esse livro da maratona Skeenta (a qual eu não tô acompanhando porque não gosto de ler se não for no meu ritmo). 
Então… em poucos minutos, eu me pegava rindo das falas de Mia, da implicância da Audrey, da rigidez do sr. Drabowski e, claro, com o charme do Louis (eu tenho várias marcações em rosa só sobre ele). Eu gostei muito da mensagem que esse livro carrega: "Corra atrás de seus sonhos, mas não deixe de viver outras coisas incríveis por eles. Não se prive assim de viver algo bom só porque isso não tem nada a ver com seu sonho".
E admito que, hoje, assisti uma apresentação de duas horas sobre O Lago dos Cisnes e fiquei meio que viciada em balé. Não sei se será uma paixão passageira, não sei se dará algum fruto no futuro, só sei de uma coisa: J'adore le ballet.

Com Amor, Lua (Avec amour, Lua).

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Now she's gone...

 

 

Como todo adolescente comum, eu já cometi erros. E isso ainda me persegue, sempre me lembrando exatamente onde eu errei, mesmo que eu já tenha me redimido.
Um desses erros é... que eu traí uma garota com quem eu tinha um relacionamento. Eu tinha treze anos, ela me tratava muito bem, mas não nos víamos com frequência. Então, eu fiz isso. E me arrependo profundamente desde que percebi que ela era incrível e que eu perdi alguém importante.
O título desse texto é um trecho de uma música da série Kally's Mashup (sim, tudo sobre ela agora) e eu me emociono muito ao ouvi-la. Principalmente esse trecho aqui (que eu vou traduzir):

“Você não sabe o que tem
Até que ele se foi
Você não sabe o que tem
Agora ela se foi.”

Nunca pensei que escreveria um post sobre algo que me envergonha tanto. Mas eu consigo entender o meu pensamento naquela época, mesmo que isso não justifique e não mude absolutamente nada. Eu não sabia amar, não sabia como reagir ao amor de outro alguém. Eu tinha medo, e esse medo me consumiu. Mas eu deveria ter ouvido meu coração, quando ele me disse que eu tava trocando algo valioso.

“É tudo sobre você 
É tudo sobre você
Sempre foi você, eu não sabia
Agora, o que posso fazer?
Agora, o que posso fazer?
Se tudo que eu quero fazer agora é mostrá-lo...”

Com Amor, Lua ★.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

I'm getting stronger...

 “Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, às 18h03.

Querida Luzzy ★,

Com você, minha música preferida:


Essa música me ajudou a sobreviver a tempos que quase me engoliam de tão sufocantes. Agora… aqui estou eu: feliz, lúcida e carismática. Mas também sentindo medo, tristeza e dor.
Relembrar tudo isso me deixa emotiva, frágil… mas também me lembra de onde saí, de onde estou, de tudo que ainda terei pela frente. Mesmo cansada e, muitas vezes, deprimida, eu ainda persisto porque sei onde quero chegar. Sei o que me mantém de pé.
E mesmo que essa música me faça chorar como um pinguim, eu a adoro. Afinal, posso lidar com meu mar transbordando (bem, mas não posso fazer muita coisa sobre os olhos inchados e o nariz escorrendo 🤷).
Ah, eu terminei a biografia de Dostoiévski e ficou incrível. Também avancei bastante no livro Beijos e Croissants (e quase tendo um surto por causa do Louis — que não é meu, mas quem perguntou?).
Eu também lavei meu cabelo hoje, o que me deixou 100,50% feliz kkkk. Já tô devaneando, né, Zy? Nem percebi!

Com Amor, Lua.”

Rascunhos da Alma™

Oi. Com essa introdução ao meu mundo é que começo o meu quadro favorito. Eu estive ouvindo a música Strong da série Kally's Mashup e relembrei muito das minhas antigas lutas como uma criança sensível num mundo bruto.

Naquele tempo, eu realmente pensava que eu não conseguiria superar os desafios. Pensei que minha vida toda seria aquela, que eu nunca avançaria em nada. Mas olha onde estou agora, olha quem tem conquistado coisas incríveis, mesmo que ela se sinta constantemente incapaz e fraca de continuar lutando.

Eu prometi a mim mesma que não iria chorar escrevendo isso e que não ia deixar essa emoção transparecer na escrita... mas eu quebrei a promessa.

Essa música — cuja a letra eu escrevi no meu diário — foi o meu porto seguro por muito, muito tempo. Eu ouvia ela, cantava a tradução para mim mesma, queria acreditar que eu realmente estava me tornando forte a cada tempestade, mesmo que eu não ficasse tão convencida disso. 

Até teve uma vez que, na escola, quando eu tava no segundo ano, minha professora deu espaço para que os alunos cantassem alguma música e eu escolhi essa, mesmo tendo apenas sete/oito anos, mesmo não sabendo as palavras em inglês... e eu cantei com tanta emoção, nem sei como eu não cheguei a chorar naquele momento.

Foi incrível. Daí eu fui crescendo e essa música se afastou de mim, mas ela ainda ecoava, eu ainda dizia a mim mesma “eu estou ficando mais forte...”, mesmo que não desse pra acreditar nisso, eu não parava de repetir. Eu continuei dando o meu melhor em tudo, continuei “machucando meus joelhos”, continuei a adorar viver, adorar a vida, mesmo que ela sempre olhasse para mim com desdém, mesmo que ela não recompensasse meus esforços.

Então, eu ouvi essa música ontem. Eu coloquei ela em loop, cantei junto em inglês e em português, e chorei muito enquanto escrevia. Então, agora eu escrevo, e digo: não duvide de que as coisas que te ancoram na esperança sejam banais. Não são.

Com Amor (Orgulho e Lágrimas), Lua ★.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Fiódor Dostoiévski.

 Vidas e Biografias™

“Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski foi um escritor, filósofo e jornalista russo. É considerado por muito um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores « psicólogos » que já existiu, ao considerar a designação e etimologia mais ampla do termo, como investigador da psique.”

“É isso que eu — Google — sei ao seu respeito, sr. Dostoiévski.”

Ok. É isso que você encontra se pesquisar "Fiódor Dostoiévski" — porque o segundo nome é impensável. Mas nossa — ou seja, minha — investigação irá além do Google (o que significa que vou entrar na Wikipedia e transcrever os fatos em minhas próprias palavras).



Fiódor Dostoiévski 

Filho de Mikhail (e os nomes estranhos se repetem 😯) Dostoiévski e Maria Dostoiévskaia, Fiódor nasceu em Moscou no dia 11 de novembro de 1821, de forma diferente dos escritores da época — ou seja, em uma família não abastada financeiramente. Seu pai era médico militar e, sua mãe, dona de casa — a profissão de médico era pouco valorizada. Mesmo assim — de acordo com um irmão de Fiódor —, eles mantinham seis serviçais para “conservar” um pouco do passado nobre do pai, do qual ele se desfez por conta própria.

Ele teve educação religiosa no cristianismo ortodoxo e — o que mostra que talvez os pais dele prepararam terreno para a cadeira literária dele — estudou literatura e outros estudos de humanidade, junto com seus irmãos. Ter contato com tudo isso — livros, emoções, reflexão — pode ter ajudado ele a tratar isso como “normalidade” (um bom assunto para um post 👀).

Seus pais morreram quando ele era muito jovem: a mãe morreu em 1836 — ou seja, ele tinha 15 anos — e, seu pai, em junho de 1839. Há suspeitas de que ele foi assassinado pelos próprios servos, na sua propriedade rural em Daravói. Deve ter sido difícil para Dostoiévski seguir a vida depois de ter perdido a mãe e o pai — assassinado ou não — tão cedo e em tão pouco tempo.

Além das matérias militares e da engenharia estudadas na Academia Militar de Engenharia de São Petersburgo, ele estudou a obra de Victor Hugo — o cara das frases longas e descrições sobre esgoto? Ele mesmo! 😌☝️ —, Honoré de Balzac, George Sand e Eugène Sue, visto que a academia tinha um excelente programa de literatura, focado principalmente na produção francesa. Ele também foi muito influenciado pelo poeta romântico alemão Friedrich Schiller.

A partir de agosto de 1841, Dostoiévski passou a morar fora da escola, dividindo apartamentos com conhecidos e com o irmão Andrei. Nessa época — segundo um desses conhecidos — escreveu partes de duas peças românticas, as quais não duraram e cujos títulos eram Mary Stuart e Boris Godunov. Terminou a engenharia em 1843.

Em 1845, Fiódor começou a escrever seu primeiro romance: “Gente Pobre”, o qual recebeu boas críticas até do mais influente crítico da literatura, Belinski. O crítico estava entusiasmado com o movimento realista europeu e viu no romance de Dostoiévski a primeira tentativa do gênero na Rússia. O livro foi publicado em 1846.

Depois de outros romances e contos, Dostoiévski entrou em contato com grupos da Inteligentsia — uma categoria ou grupos de pessoas envolvidas em trabalho intelectual complexo e criativo — russa, como o Círculo Petrashevski — dedicado à discussão sobre literatura e humanidade — e o Círculo Palm-Durov — formado a partir do primeiro, servindo de fachada para radicais revolucionários, incluindo o próprio Dostoiévski, que foi preso por suas atividades neste círculo (Petrashevski).

Na noite de 22-23 de abril de 1849, Dostoiévski foi detido, sob acusação de conspirar contra o czar Nicolau I. Depois das revoluções de 1848, o czar tornou-se vigoroso contra qualquer organização que poderia ameaçar seu reinado. A principal acusação foi de ter lido uma carta de Vissarion Belinski ao escritor Nicolai Gogol, que continha visões políticas e sociais conservadoras.

Por conta do processo, Fiódor passou oito meses na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, onde escreveu notas para diferentes obras, mas a única obra concluída desta época foi O Pequeno Herói. Depois da investigação do Círculo Petrashevski, em 17 de setembro de 1849, quando foram enviadas para o czar, o qual ordenou a abertura de um tribunal civil e militar para julgar 28 acusados. Destes, 15, incluindo Dostoiévski, foram condenados no dia 16 de novembro à pena de morte por fuzilamento.

Após vários recursos, Nicolau I perdoou muito dos sentenciados à morte. Dostoiévski foi condenado a oito anos de trabalhos forçados, pena reduzida para quatro anos seguida de serviço militar por tempo indeterminado. Mesmo assim, em 22 de dezembro os prisioneiros foram levados para a Praça Semenovski, local da suposta execução. Três membros dos grupos — Petrashevski, Mombelli e Grigoriev — foram amarrados aos postes em frente ao pelotão. Fiódor era um dos três próximos. Enquanto aguardava, falou a Nikolai Spetchniev, que estava atrás dele: — “Nós estaremos com Cristo”. O revolucionário respondeu: “Um pouco de poeira”.

Antes da ordem para o fuzilamento, o czar ordenou que a pena fosse comutada para prisão com trabalhos forçados. A ordem havia sido assinada dias antes, mas Nicolau I exigiu a falsa execução (masoquista, não?). Através do Príncipe Míchkin de O Idiota, Dostoiévski descreveu essa sensação de quase morte.

Então, Fiódor partiu para a Sibéria depois de receber os grilhões. Dostoiévski passou a apreciar a vida de uma maneira muito diferente de como sua perspectiva era, iniciando um processo de transformação existencial, literária e política, que estaria finalizada 10 anos depois, quando voltaria para São Petersburgo.

Primeiramente, foi mandado para a prisão em Tobolsk, onde os presos eram redistribuídos para vários campos de trabalho a fim de cumprirem suas penas de trabalho forçado (chamado sistema Katorga — um sistema prisional do Império Russo). Lá, ele encontrou muitos dezembristas, diversos dos quais estavam acompanhados de suas esposas, que se exilavam espontaneamente. Elas forneceram a Dostoiévski, e aos outros prisioneiros, seus exemplares do Novo Testamento, o único livro permitido na prisão.

Então, ele foi encaminhado para a prisão em Omsk, centro administrativo da Sibéria, onde cumpriu por quatro anos a sentença de trabalhos forçados. Em uma carta ao irmão, Dostoiévski disse que o local deveria ter sido demolido anos antes, denunciando as péssimas condições da prisão. Embora a dificuldade e o mau estado do local, era possível conseguir outro tipo de literatura (espero que ele tenha lido muito).

Um dos fatos impactantes para ele foi descobrir que na prisão os servos não aceitavam pessoas de classe superiores como iguais. Os camponeses zombavam dos intelectuais por sua falta de jeito nos trabalhos físicos e, quando Dostoiévski se juntou a um protesto pela má qualidade da comida da prisão, eles não aceitaram e o expulsaram, porque ele podia comprar reforço alimentar, não tendo “lugar de fala” na manifestação.

Na prisão da Sibéria, o escritor sofreu seu primeiro ataque de epilepsia, condição “passada” para alguns de seus personagens, como o Príncipe Míchkin de O Idiota, Kiríllov de Os Demônios e Smerdiákov de Os Irmãos Karamazov. As cartas ao irmão deixam claro que os ataques epilépticos começaram na Sibéria, visto que ele já apresentava problemas nervosos antes.

Em fevereiro de 1854, deixou a Sibéria para cumprir pena de serviço militar sem tempo determinado.

Saindo da prisão, Dostoiévski foi enviado para servir no exército russo no Sétimo Batalhão do Corpo Militar da Sibéria, permanecendo quatro anos no Cazaquistão, na fortaleza de Semipalatinsk.

Nessa época, se apaixonou por Maria Dmitriévna, mulher casada e mãe de um menino, do qual Dostoiévski era tutor. Maria sofria de tuberculose. Quando ela e a família de mudaram para Kuinestk, ambos trocaram cartas, das quais apenas uma sobrevive (lá vai a Luana pesquisar "carta de Dostoiévski" às duas da manhã 🤫). Com a morte do marido dela em agosto de 1855 e com a promoção dele em novembro do mesmo ano, ele a pediu em casamento. Mas não sem umas tretas (até um caso com outro cara 👀😑), Maria aceitou em dezembro de 1856 (um ano e UM MÊS depois 😤) e em 7 de fevereiro do ano seguinte ocorreu a cerimônia.

Dostoiévski também passou por extremas mudanças existenciais, religiosas, morais e políticas no período entre a detenção e o retorno a São Petersburgo, fato afirmado pelo próprio autor.

Após assistir a uma extremamente violenta  — e para ele, insuportável —, festividade de Páscoa dos servos na prisão, ele lembrou do caso do servo Marei (servo do seu pai), o qual ocorreu durante a infância do escritor. Marei tratou Dostoiévski com extremo amor, quando este, com oito anos, pensou ter ouvido uivos de lobos na propriedade deles (boa imaginação ☝️). Essa lembrança fez com que o escritor passasse do rancor aos servos (por não o tratarem como igual) à crença de que se deve tratá-los como iguais, ou seja, ele estava iniciando uma crença socialista. Finalmente, chegou a ter fé na moral dos servos (cristianismo ortodoxo), do povo russo como seres humanos capazes de infinito amor, mas também de infinito mal.

No final de dezembro de 1859, retornou com sua família (esposa e enteado) para São Petersburgo. O retorno não foi um dos mais fáceis, vistor que sua ausência o afastou da literatura e do jornalismo. A situação política estava estável, já que Alexander II, czar que assumiu o trono em 1855, estava determinado a libertar os servos, o que deixou o escritor e a Inteligência Russa favoráveis ao czar.

Ele morreu em 9 de fevereiro de 1881 de uma hemorragia pulmonar associada com enfisema. Uma procissão fúnebre foi feita com representantes de diversos grupos sociais, aproximadamente 30 000 pessoas seguiram o corpo, que foi velado na Igreja do Espírito Santo.

Minhas opiniões (interpretando o texto em one, two, three...)

O primeiro livro que li de Dostoiévski foi O Jogador, e ele foi minha introdução à literatura russa, como vocês sabem, mas eu nunca pensei que ele tivesse passado por tanta coisa (e olha que eu só escrevi sobre a vida dele, sem adentrar nas obras). Fiquei meio orgulhosa (?) em saber que ele tinha estudado Victor Hugo, o cara da literatura francesa que eu sou obcecada (no bom sentido, não é como se eu fosse roubar o corpo dele do cemitério 👀👉👈).

Esse lance dele se apaixonar por uma mulher casada me lembrou o Camilo Castelo Branco e a Ana Plácido. Bom, pelo menos ele teve a prudência de não fazer nada que trocar cartas (afinal, o que cartas tããão inofensivas podem fazer, né? 🤷). Embora não seja de nenhuma religião (muito menos do cristianismo), me senti feliz com as novas crenças dele e sua fé. Como eu disse, a verdade é relativa, e mesmo que não seja a minha, fiquei feliz por ele ter encontrado a dele.

Como uma boa leitora que se preza, eu tenho o app de leitura Skeelo. E lá, eu tenho o livro Os Irmãos Karamazov para ler, o qual estou esperando o momento certo (traduzindo: o momento que eu não esteja atolada até a garganta de livros para ler 😀📚).

Fiódor Dostoiévski não foi um ser perfeito, mas foi o mais bonito — humano.


Com Amor (e Orgulho), Lua ★.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Sobre Les Misérables


“Com vocês, uma página do meu diário:”

Querida Luzzy ★,

Acabei de ler Os Miseráveis e Jean Valjean morreu. Mas antes disso, Marius o perdôo e, Cosette, pôde vê-lo pela última vez. Ele, o homem que ajudou tanto gente, que foi pai para uma garotinha que nem era sua filha, foi afastado da sociedade como uma escória, onde ele não podia dizer seu nome verdadeiro, onde ele tinha que se esconder sempre.

Sinceramente, errar publicamente — ou até um erro comum — pode ditar como será sua vida, pode delimitar seu lado, ou a sociedade boa, ou o esgoto dos miseráveis. As pessoas não perdoam tão fácil assim, as pessoas se tornam juízes sem a faculdade de Direito. Isso é certo? Não. É como a vida funciona? Infelizmente, é. Victor Hugo não se atreveria a fazer parágrafos sobre isso (ou sim, vai saber).

Com Amor, Lua.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Um Ensaio sobre a Vida

 


Pensatices™

Até eu estava com saudades de escrever livremente e sem pensar muito no que digo — porque eu penso demais quando não deveria pensar. Hoje é sexta-feira, sinônimo de fim de semana e de aulas se aproximando. Isso deveria me assustar, né? Mas na verdade, eu estou realmente ansiosa para estudar. Eu sou uma alma sedenta por aprender, então a escola é o melhor refúgio para minha mente agitada.

Bom, o dia nem começou ainda (porque eu só funciono depois das 13h), então eu vou apenas estar aqui e pensar na minha vida. Estou quase acabando Os Miseráveis, e pretendo assistir ao filme. Eu não conheço ninguém que já tenho o assistido, mas eu acho que vai ser bom. Ainda tenho vários outros livros para ler e eu tô bem animada com tudo, really. 

Ah, eu tive minha primeira consulta com uma psicóloga do ano. Foi muito bom e eu me senti ouvida pela primeira vez em minha vida. Sério, foi incrível.

No momento, está chovendo. E eu tô tomando café. E estou com um vestido vermelho (como a Louisa Clark, só que sem o Will). Eu assisti Com Amor Simon um dia desses e também Como Eu Era Antes de Você. Sinceramente, voltar para esses filmes me deixa flutuante e minimamente confortável. Inclusive, estou reassitindo a uma série — Kally's Mashup — que eu via quando era criança. E já coloquei várias das músicas dela na minha playlist. Estou feliz, serious.

Também tenho estudado Psicologia. Estou me saindo muito bem em tudo, e eu adoro isso. 

Um conselho do avô de Marius é "Amem-se! Adorem-se!". E eu concordo. Quando se tem um amor — eu já tive quatro, então sei do que tô falando —, não podemos "moderar" o nosso sentimento. Precisamos gritar aos quatro cantos do universo que amamos e somos amados, que temos um ser incrível ao nosso lado, que a gente ama alguém sublime. Se eu tivesse um amor, uma garota ou um garoto, ou até quem não se identifica com o gênero, me amando e eu amando essa pessoa, eu faria todos a conhecerem, diria  — vou me valer dessa expressão — a Deus e o mundo que eu encontrei o ser mais precioso, que eu sou retribuída no meu amor. Se eu tivesse um amor... claro.

E falando em amar, ando em dúvida sobre a bissexualidade e a pansexualidade. Mas acho que eu sou mais pansexual do que bissexual, só que eu não tenho nenhuma experiência para comprovar o fato. "Benditos céus, mandai-me um amor!" (Se eu orasse, seria isso). Olha, não levem muito a sério minhas efusões do parágrafo acima, às vezes eu me emociono.

Em toda a minha solidão, eu anseei por um doce e meigo amor. Mas agora… sei lá, acho que gosto mais de estar só. Todo mundo que pensa que vai morrer sem um amor se transforma num jovem solitário? Porque, se sim, alguém tem que me explicar essa metamorfose (Franz Kafka ou o Raul Seixas saberiam me explicar). 

Uma vez, depois do meu primeiro coração partido, eu jurei nunca mais amar ninguém. Mas aí, eu amei outras pessoas, que também quebraram o meu coração, só que dessa vez, eu decidi não amaldiçoar o amor. Eu amo o amor, eu amo amar. Mas talvez, quando se trata do outro, eu me torne um alvo fácil, alguém que se pode aproveitar. Eu não sei se é drama meu, mas acho que eu sou bem melhor sozinha. Amar e cruzar fronteiras pelo outro talvez sempre acabe com decepção e dor. Pelo menos, pra mim.

Falar do amor sempre me deixa assim: boba. Quem leria essas cartas? Quem se importaria com os relatos sentimentais de uma garota de quinze anos? Não sei, mas nas estatísticas desse blog, 425 pessoas me lêem. E eu não entendo como. Não entendo quem se importaria. Mas eu me importo, isso é o suficiente.

“Eu amei e fui amada, isso é o suficiente pra mim.” (Love Scenario, Ikon).

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Sociedade dos Poetas Mortos — E o lema “Carpe Diem”.

Resenhando Filmes™
“Sociedade dos Poetas Mortos é um filme que acompanha um grupo de estudantes de um tradicional colégio conservador que têm suas vidas transformadas pelo professor de literatura John Keating. Com métodos poucos convencionais, ele incentiva os alunos a pensarem por si mesmos, a valorizarem a poesia e a viverem intensamente sob o lema “Carpe Diem” (aproveite o dia). A história aborda temas como liberdade, conformismo, amizade, sensibilidade e o conflito entre sonhos pessoais e expectativas impostas pela sociedade.”

Como encontrei esse (ma-ra-vi-lho-so) filme
Em um belo dia, uma garota que conheci no Slowly — aplicativo de cartas eletrônicas — me recomendou alguns filmes e este estava incluso.

Minhas cenas favoritas 
1. Logo depois da “cerimônia”, os meninos se encontram e zombam dos valores do colégio (regras existem? Sim, mas não pra mim).
2. Quando eles observam as fotos dos antigos estudantes, e Keating diz:
“Carpe Diem. Aproveitem o dia, garotos. Tornem suas vidas extraordinárias”.
3. Quando eles estão andando atrás do professor e ele só vira quando o chamam de “O capitão, meu capitão”.
4. Quando eles rasgam o livro escolar.
5. Depois da primeira reunião da Sociedade, eles saem cantando uma música (depois eu vi um pombo, rastejando nas trevas, atravessando a mata numa trilha de ouro).
6. No aniversário do Todd, quando o Neil joga o estojo dele (“você ganha outro ano que vem”).
7. Quando Charlie se chama de “Nuwanda ⚡”.
8. A apresentação de teatro.
9. O Know todo feliz depois de ter ligado para a Chris 💞.
10. O Neil pegando o livro do Cameron e eles correndo pelo quarto.
11. Quando Todd recita aquele poema.
12. Quando o Keating faz a turma toda pega um papel, recitar o que está escrito e chutar uma bola.
13. Quando eles estão comemorando no jogo de futebol e carregam o Keating.
14. A cena do pátio em que eles caminham (e o Charlie diz: “estou exercendo meu direito de não andar”).
15. A cena final.

Minhas impressões 
Além de envolver a literatura e a educação, também envolve o pensamento do pensamento crítico e a liberdade na juventude. O Keating — longe de ser um mau exemplo — exercitou-lhes a mente e serviu como um exemplo vivo de resiliência e coragem. Neil Perry — longe de ser trágico e inconsequente — é um exemplo de que seguir nossos sonhos — sempre — tem um risco — às vezes, mortal.

                             Com Amor, Lua.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cálice (Cale-se) — O desejo por autenticidade.

Poesias Luásticas™

Chico Buarque 
uma vez escreveu:
"Talvez o mundo não seja pequeno 
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar meu próprio pecado 
Quero morrer do meu próprio veneno".

E eu,
Na minha ingenuidade,
Não entendia tão bem
"O que esse trecho significa?"

Mas aí, percebi:
A "verdade" não é absoluta,
O mundo não existe para sermos "iguais".
Somos diferentes 
E é isso que nos move para frente.

Poetizando a Poesia
Essa música sempre acendeu chamas em meu coração, sempre me fez querer um momento frugal para compartilhar meu pensamento 
Então, toda vez que ouvia este trecho, me lembrava que a verdade depende da perspectiva, que não se pode impor o que acreditamos aos outros, que o que funciona conosco talvez não funcione com o outro.
Além disso, esse trecho exala o desejo pela autenticidade. Eu posso dizer de mim que não quero ser apenas mais uma na multidão. Como dizia Charlie: "Tenho que fazer mais, tenho que ser mais!" (não reproduziremos o solo de clarinete, obrigada pela compreensão).
Então, o conselho da Jovem Lua (se é que estou apta para aconselhar) é: 

Busque sua própria verdade e seja fiel a ela. Mas também, não tenha medo de trocar de opiniões, pois é humano — e somos feitos de inconstâncias.

                                      Com Amor (e Orgulho), Lua ★.

🌙 Aleatoriedades Cotidianas 🪄

Rascunhos da Alma ★™ Pela manhã, acordei cedo, tomei um banho frio, me vesti com minha calça jeans, minha blusas de botões branc...