quarta-feira, 29 de outubro de 2025

After All, Who Writes and Who Lives? — Questions of Identity

             Rascunhos da Alma™

• Introdução •
Eu sou um ser naturalmente pensante e, como dizia alguém, “se penso, logo existo”. Então, minha mente pensadora pensou: “por que guardar tudo aqui? Vai que alguém pensa o que penso!”. Por isso, esse quadro é só um reflexo da minha mente — em outras palavras, se você discordar, o problema é seu 😌☝️.

• Questões de Identidade •
Quando eu tinha seis anos, sofri um grande trauma, que durou quatro anos. Desde então, eu sinto que sou um corpo; uma casa, mas com três pessoas, moradoras. Talvez, seja um Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), ou talvez outro, mas eu tô certa que sou multifacetada.
Mas, a questão é: quem escreve e quem vive? Às vezes, nem eu sei. Aqui, eu sou Lua Austen — a persona criativa. Quando estou triste ou cansada, sou Luanah — quem vem pra eu suportar a vida. Mas vezes que sou uma mescla das duas, eu sou apenas eu, a Luana.
Isso é tão vívido pra mim que, de quando em quando, eu leio coisas que escrevi e me pergunto se foi eu mesmo; eu analiso, vejo a letra, vejo a data, reconheço qual foi a caneta, mas me perco quando pergunto “quem?”.
Eu me sinto um país com várias formas de falar a mesma língua. Estamos no mesmo lugar, mas nossa linguagem é diferente.
Quando estudo algo que me interessa — como Psicologia — eu fico fascinada e quero saber tudo, me torno a Lua.
Quando o mundo pesa, desejo distração, livros, café e música, eu me torno Luana.
Quando vêm os dias que até sobreviver é cansativo, eu faço poemas tristes, choro e leio, me torno Luanah.

• Conclusão •
Realmente, às vezes não me reconheço, mas sei que cada planeta aqui dentro compõe a minha galáxia. Todas as partes e artes de viver são únicas — e merecem respeito.

                                             {L. A.}

domingo, 12 de outubro de 2025

Fyodor Dostoevsky's The Glamber — How Vices Rob Us of Love

Finalmente, de volta para meu Mundo Literário Virtual™. Foram dias em que eu cuidei de mim, mesmo que houvesse dias em que até sair da cama se tornava um fardo. Eu voltei porque me sinto eu mesma aqui. Talvez, ninguém me leia, mas sabia que eu não me importo? Eu simplesmente escrevo porque eu necessito, não porque quero ser lida. Bom, estou de volta, mais consciente, mais eu.

            Resenhas por Lua™

• Introdução •
No dia 9 de agosto, eu finalizei meu primeiro livro da literatura russa — O jogador. Assim como O Diário de Anne Frank, esse livro pesou de um jeito bom e me fez refletir muito; “por que as pessoas se prendem tão rápido? Por que algo, aparentemente ‘inocente’, nos faz largar tudo?” Foram algumas das perguntas que essa obra acendeu em meu peito.

A editora Martin Claret — a minha preferida 😌 — fez tal sinopse:
“O jogador de Fiódor Dostoiévski é um primoroso romance cujo teor psicológico ultrapassa os estreitos limites do gênero recreativo. Baseado num profundo conhecimento das práticas e rotinas do cassino, ele evidencia a sinistra degradação de um jovem culto e talentoso que sacrifica o melhor de si à doentia paixão pelos jogos de azar, a qual lhe subjuga e destrói, aos poucos, a alma. O protagonista, em que se percebem diversos traços do próprio autor, vê toda a sua riqueza espiritual — dignidade, força de caráter e honra cavalheiresca — levada pela estonteante rotação da roleta. Mesmo o amor, a única fonte de alegria e esperança que ele possui, acaba sorvido por esse redemoinho... Os vícios humanos, sejam relacionados ao jogo, como no livro de Dostoiévski, ou às drogas, como em nossa realidade cotidiana, ainda estão longe de ser extirpados, tornando O jogador tão interessante para os leitores de hoje.”

• Surtos Reflexivos™
P. 7 (Sobre Fiódor Dostoiévski): “A ameaça de perder sua independência criativa deixou o escritor desesperado. (Todos os escritores sofrem com essa pressão dos prazos, mas esse contrato era totalmente injusto com Dostoiévski).

P. 8 (Sobre o livro): “O jogador é, antes de tudo, um romance sobre a roleta, ou melhor, sobre o impacto destrutivo e, muitas vezes, irreversível a que o jogo de azar, igual a qualquer vício descontrolado, expõe a personalidade humana. (Veremos bastante realidade, isso é certeza).

P. 16 (Alexei Ivânovitch): “— Nem sequer tenho dinheiro — repliquei calmamente. — É preciso ter o dinheiro para perdê-lo. (Tá certo, Alexei 😌).

P. 17 (Sobre Mister Astley): “Todavia me parece que anda perdidamente apaixonado por Polina: quando ela entrou, ficou vermelho feito o arrebol. (Ciúmes? 😏😌).

P. 24 (Polina Alexândrovna): Preciso de dinheiro, custe o que custar. (Mas trabalhar ninguém quer 🙄😒).

P. 28 (Alexei): “Não há coisa melhor do que, sem nos envergonhar uns perante os outros, agirmos aberta e francamente.(A honestidade sempre nos leva mais longe).

P. 33 (Polina): “‘Teus sentimentos são todos tão nulos que tanto faz, para mim, o que falas ou sentes.’ (Depois dessa... 😞☝️).

P. 37 (Alexei): “Quanto prazer teria em largar a todos e a tudo!(EU TAMBÉM).

P. 44 (Alexei): Sei que disse montões de tolices, mas que seja assim mesmo. As minhas convicções são essas. (Prefiro falar tolices que sejam minha verdade do que boas palavras que sejam mentira).

P. 55 (Alexei): “Parece-me, às vezes, que estou para perder o juízo.(Identificável. Até demais 😐).

P. 74 (Autoexplicativo): “Mister Astley sempre fazia perguntas meio estranhas. (Coincidência, eu também!).

P. 87 (Antonida Vassílievna, vulgo “vovozinha”): “Como assim: de que maneira [cheguei no hotel]? De trem. Para que serve a estrada de ferro? (Ela chegou que nem uma bomba — já é minha personagem favorita 😌☝️).

P. 91 (Antonida): “Ótimo; não gosto dessas estúpidas modas de hoje. (Só faltou ela falar: “No meu tempo…” 🙄).

P. 92 (Sobre o General, filho de Antonida): O general ia como que atordoado por uma paulada. (Claro, também ficaria assim, se a pessoa que eu quisesse morta aparecesse na minha casa).

P. 93 (Autoexplicativo): “Nos balneários — e, parece, por toda a Europa — os gerentes dos hotéis dão menos atenção às exigências e preferências dos viajantes que estão à procura dos aposentos do que à sua própria visão deles, e, note-se, raramente se enganam. (A lógica do “não julgue pela capa” não se aplica aqui).

P. 96 (Antonida) “Mas que bobagem! Deixá-la [Marfa] fora por ser criada? Também é um ser vivo; [...]. (Concordo, vovó).

P. 101 (Antonida): “Ah, pelo voo é que se conhece a ave. (Vovozinha é muito sábia 😌).

P. 110 (Antonida): “E o que vocês todos têm a ver com isso? Não é o seu dinheiro que vou perder, mas o meu!(Não dá pra ajudar quem não quer ser ajudado 🤷).

P. 113 (Alexei): “Porém, o juízo em si, nesses casos, não basta. (Talvez o juízo seja insuficiente em algumas situações...).

P. 118 (Sobre Antonida): “(Aliás, seus empurrões eram tão fortes que mais pareciam pancadas.) (KKKKKKKK).

P. 129 (Alexei): “Até hoje não entendo a mim mesmo! (Sou uma grande desconhecida para mim mesma...).

P. 135 (Mister Astley): “ — Estava em Frankfurt. (Você lembrou de algo? 🥺).

P. 136 (Sobre Polina): “Se meu amor a aborrece, por que ela não me proíbe francamente de falar nele? (Porque talvez ela goste de ouvir, corresponde até, mas ainda não admitiu para si mesma...).

P. 143 (Sobre Polina): “Então ela me ama mesmo! (Finalmente, você percebeu 😌).

P. 148 (Alexei): “Pode ser que, ao passar por tantas sensações, a alma não se sacie, mas tão somente fique irritada por elas, exigindo mais sensações ainda e cada vez mais potentes, até se externuar em definitivo. (E é assim que funciona os vícios).

P. 163 (Autoexplicativo): “É difícil imaginar, neste mundo, algo mais calculista, sórdido e sovina do que a classe de seres como Mademoiselle Blanche.(Uma megera 😒).

P. 175 (Alexei): “Meu Deus, com que humor relativamente bom escrevi essas últimas linhas; ou seja, não é que estivesse, na ocasião, bem-humorado, mas andava seguro de mim e cheio de esperanças inabaláveis! (É assim que eu me sinto quando tô triste e leio algo feliz que escrevi).

• “Amanhã posso ressuscitar dos mortos e tornar a viver! Posso redescobrir em mim um ser humano, antes que este pereça!(Esperançoso demais...).

P. 179 (Sobre Amizade): “[...]; a amizade se baseia, muitas vezes, na humilhação, [...]. (As minhas são assim! ☺️).

P. 183 (Mister Astley): “ — Sim, homem infeliz, ela o amava, e eu posso revelar-lhe isso, porque você está perdido! E mais que isso: mesmo se lhe disser que ela o ama até agora, você, não obstante, ficará aqui! Sim, você acabou consigo. (E, no fim, ele perdeu o amor da vida por causa do vício...).

• Conclusão •
Além de ter sido minha introdução à literatura russa, O jogador me mostrou que nem todo romance termina com um casal feliz — às vezes, ele termina com uma dor no peito por ver o personagem perder tudo por nada. O amor bate na minha porta todos os dias, e eu tenho jurado que não vou perdê-lo ou decepcioná-lo.

{L. A.}