sábado, 31 de maio de 2025

Love and Pain — Just Right

Contexto do Poema

Em uma madrugada do dia trinta do mês de maio, minha alma ansiava por um lugar onde ela pudesse derramar suas profundas palavras e decepções.
Embora eu tenha um diário, às vezes parece que a alma já odeia o ordinário e precisa de algo fora do comum para fazer arte e brilhar. Por isso, essa poesia, “Amor e Dor — Na Medida”, surgiu como uma forma de minha alma encontrar algo para extravasar — já que não podemos beber e fumar.

Amor e Dor — Na Medida

Talvez seja isso,
Eu sem amor,
Cheia de dor
E com um falso sorriso.

Amei uma rosa,
Ela me espetou.
Amei um girassol,
Ele me deixou.

Tentei amar com o cérebro,
Mas que porra de racionalidade!
Amei com o coração,
Me machuquei com probabilidade.

Dias vão,
Dias vem,
Quebro meu coração 
Para manter o seu zen.

Foda-se o amor,
Pois no fim só é dor.
— dor da partida ou dor do continuar.

Embora desiludida,
Continuo crendo:
Essa partida eu não perco,
Nem fodendo.

Significado do Poema 

1ª Estrofe: Mostra o resultado do poema. Ele é apresentado primeiramente para que, no decorrer das outras estrofes, se possa entender porque a autora chegou nesse estado, fazendo as outras estrofes parecerem apenas um flaskback do que já passou.

2ª Estrofe: Fala-se dos amores da autora. A rosa representa uma garota que espetou ela, pois ela “tocou” em um lugar perigoso. Esse primeiro amor foi imaturo e, embora não explícito, a autora reconhece que deveria ter tido mais cuidado ao lidar com alguém tão delicado, sem machucá-la. O girassol, por sua vez, representa um garoto que deixou a autora. Aqui, a intenção em representar esses amores é mostrar que ela já machucou (rosa) e já foi machucada (girassol).

3ª Estrofe: A autora mostra que tentou mudar sua forma de amar erroneamente. A princípio, ela tenta amar com o cérebro, mas logo percebe que a racionalidade se torna um problema em meio aos sentimentos confusos. Por outro lado, ela ama com o coração, mas se machucou com probabilidades, pois o coração fantasia coisas que parecem ser, mas não são. Aqui, a autora demonstra que deve-se amar com os dois órgãos — cérebro e coração.

4ª Estrofe: A autora mostra uma atitude destrutiva: quebrar o próprio coração para manter o do outro “zen”. A expressão “Dias vão/Dias vem” implica que a atitude é algo rotineiro, ou seja, já se tornou um hábito normal na vida da autora. Aqui, a intenção é evidenciar esse hábito destrutivo, sem julgamentos, mas apenas para fazer as vítimas disso terem consciência dessa realidade.

5ª Estrofe: A autora mostra desprezo pelo amor, xingando-o e o comparando à dor. Ela evidencia dois tipos de dor: a dor de ir (partida) e a dor de ficar (continuar), pois quem vai perde a pessoa que ama e, quem fica, perde-se. Aqui, o amor é rebaixado para dor, que todos escolhem qual será.

6ª Estrofe: A autora denota seu estado de desilusão em relação ao amor e, em contraste, diz que continua crendo. Implicitamente, ela escolhe o seu tipo de dor no terceiro verso: “Essa partida...”, demonstrando que ela não se perderia para não perder alguém. O uso de um palavrão no último verso demonstra a intensidade dos sentimentos da autora, mas também pode indicar um estilo de escrita mais rude e sem filtro.

O poema em questão, portanto, demonstra sentimentos sobre o amor e a dor, mostrando sua correlação e a medida que eles aparecem um no outro.

{Ass. Lua Austen}

Who Are You, Crazy?

“Nascida em 22 de maio de 2010, Luana Ferreira dos Santos Silva tem 15 anos e é uma ávida escritora e leitora.”


Talvez alguém me descrevesse assim, mas eu juro que sou muito mais do que uma data, um nome e um hobbie. Além disso, meus pais são separados, tenho uma irmã e um irmão, sete gatos, um diário, vários cadernos para escrever poesia, uma xícara e livros emprestados da escola.
Falando em escola, sou uma boa aluna. Comprovando isso, tirei cinco 10, dois 9,5, dois 8,5 e um 8 nessa primeira avaliação bimestral. Os livros que emprestei são todos da Jane Austen — minha escritora favorita 💖.
Nesse ano, eu li “O Diário de Anne Frank” e, em homenagem, dei um nome para meu diário: Luzzy. Esse nome é a junção de Lu com Lizzy (Lu + Lizzy = Luzzy) e eu o dei porque tem uma personagem que eu não conheço na bendita capa do caderno. Ganhei esse diário de uma amiga da escola.
Falando um pouco de sexualidade, eu sou bissexual e já namorei os dois sexo (obviamente que não foi ao mesmo tempo 🙄) e, em minha humilde opinião, mulheres são bem mais fáceis de lidar e, pelo amor de Deus, quem vai querer coisa complicada? Mas não nego que gosto de alguns pouquíssimos homens.

Atualmente, estou relendo o livro “Emma” e estou escrevendo cinco livros ao mesmo tempo. Qualquer dia desses eu posto algum deles por aqui, mas isso é assunto para outro post. Além disso, eu gosto de sertanejo, pop, rock e kpop; meu gosto musical depende do meu lindo humor volátil.
E falando nessa parada de humor, eu tenho ansiedade e depressão desde os 13 anos e eu tomo remédio para dormir. Tá, você sabe muito da minha vida (mais do que a minha própria mãe) e acho que essa apresentação tá ótima e extravagantemente peculiar. 

{Ass. Lua Austen}