terça-feira, 24 de junho de 2025

Love, Van Gogh — The 2017 Movie That Made Me Cry in 2025.

Introdução 

“🎨 Com Amor, Van Gogh (2017)
É o primeiro longa-metragem totalmente pintado à mão (sim, cada um dos quase 65 mil frames foi pintado por artistas). O filme investiga a misteriosa morte de Vincent van Gogh por meio das cartas que ele escreveu ao seu irmão Theo. A história segue Armand Roulin, filho de um carteiro amigo de Van Gogh, enquanto ele tenta entregar a última carta do pintor e acaba mergulhando na vida, nas dores e no legado do artista.” 

Eu diria que Van Gogh e eu somos parentes de épocas diferentes, mas aí seria muita pretensão da minha parte 😑, então, apenas vou dizer que eu me espelho nele; eu não pinto, mas escrevo como se cada palavra fosse curar minha dor incurável, o que talvez ele também sentisse enquanto pintava. Não tive a oportunidade de conhecer esse cara que eu bateria um papo numa terça-feira à tarde sobre girassóis, mas conheci suas obras e talvez fosse só isso que ele quisesse.

A melhor cena desse filme foi o Armand dando uma surra naqueles caras do bar 😀🔪, mas, não é que eu goste de violência gratuita, não, não é isso. Eu só gosto de ver quem quer fazer mal se dar mal, só isso 😀🔪☝️.

E, como a boa escritora que eu sou, fiz dois poemas sobre nosso Vincent. Preparem os lencinhos porque… cês vão chorar 🥰.

1º Poema: A Arte Precisa Ser Sentida 

Ninguém viu você sangrar.
Seis semanas antes
Você tava escrevendo,
Dizendo que estava “perfeitamente bem”.

Van Gogh, você pintava tão bem
E... Agora você está morto,
Não por natureza,
Mas por causa da dureza alheia.

Eu me identifico, sabe?
Ninguém — além de uma pessoa furacão — consegue ver o quão dolorido é 
Sentir e não expressar,
Sorrir, não podendo chorar.

Talvez, Van, sejamos dois incompreendidos,
Que pintam e escrevem
Porque o mundo,
O mundo não nos merece.

Pintura,
Escrita,
A arte precisa ser sentida,
Mesmo que doa.

2º Poema: Cortes Físicos, Cortes Almáticos

Cortes físicos,
Cortes almáticos,
Tudo isso é misturado.

Cortes físicos, 
Cortes almáticos,
Isso até pode ser somado.

Cortes físicos,
Cortes almáticos,
Cortes sem sentido figurado.

Cortes físicos,
Cortes almáticos,
O meu ódio por mim é deliberado.

Cortes físicos,
Cortes almáticos,
Nada é equilibrado.

Cortes físicos,
Cortes almáticos,
Eu queria não ter cortado.

Significado do 1º Poema 

1ª Estrofe: A autora inicia o poema com o contexto de Van Gogh, mostrando sua inspiração.

2ª Estrofe: A autora elogia Van Gogh, digere a realidade de sua ida e afirma que foi por causa da “dureza alheia”.

3ª Estrofe: Aqui, a autora faz uma ponte para sua própria realidade de ter que “conter” o que sente. O detalhe sutil é que ela cita uma “pessoa furacão”, como se ela tivesse encontrado alguém que a entendesse.

4ª Estrofe: A autora constata que eles são incompreendidos e que fazem o que fazem (pintar e escrever) porque o mundo não os merece.

5ª Estrofe: Ela resume o que eles fazem (no caso dele, fazia) e reafirma o título. O último verso mostra que a arte nem sempre é bonita, mas dolorosa.

Significado do 2º Poema 

1ª Estrofe: Ela repete o título, dando ritmo, e diz que é tudo misturado. Aqui, a dor física existe com a dor emocional.

2ª Estrofe: A autora fala da possibilidade de soma dessas duas dores, mostrando que essa sensação, que esse desconforto pode crescer.

3ª Estrofe: Aqui, ela mostra que os cortes são literais. Fisicamente, fala-se de automutilação; emocionalmente, fala-se de traumas verídicos.

4ª Estrofe: Afirma-se que o ódio que ela sente por si é deliberado, ou seja, uma escolha consciente.

5ª Estrofe: Aqui, ela afirma que as dores não são equilibradas, ou seja, elas são em excesso.

6ª Estrofe: Ela termina com arrependimento de ter se cortado (física ou emocionalmente).

Conclusão 

Van Gogh não foi reconhecido como merecia e talvez nem eu seja um dia, mas algo fizemos: existimos e fizemos o que queríamos — como ninguém.

{Lua Austen}

sábado, 21 de junho de 2025

Persuasion by Jane Austen — The Book That Made Me Think About the Past

“Quem é viva sempre aparece, não é? 😅”

Eu sei que eu sumi por mais de uma semana e tal atitude é totalmente repreensível, mas eu tive meus motivos; semana de provas, cansaço emocional, foco em cuidar de mim... São alguns pontos pro meu sumiço. Mas, fiquem despreocupados, a escritora aqui tá de férias (só por duas semanas, mas é melhor do que nada 😀🔪) e talvez eu escreva mais pra cá. 

Persuasão foi o último trabalho completo de Jane Austen. O livro conta a história de Anne Elliot, uma moça que "fora obrigada a ser prudente na juventude, aprendera o romantismo à medida que envelhecia: a sequela natural de um começo antinatural". Anne é uma das heroínas mais tranquilas de Austen, mas ao mesmo tempo é uma das mais fortes. O livro enaltece a constância do amor em uma época turbulenta na Europa: as guerras napoleônicas. Escrito nesse período, o romance descreve como uma mulher pode permanecer fiel ao seu passado e ainda assim pensar em um futuro feliz. Austen expõe de maneira sutil como passar por cima de convenções e restrições sociais em busca da felicidade”. Essa é a descrição da editora Martin Claret sobre Persuasão.

O livro foi tão bom que fiz dois poemas sobre frases específicas que vocês verão logo mais. Esse era o único livro da Jane que eu ainda não tinha lido e a experiência foi mágica e apaixonante 🥰, mas também com um ódio profundo por alguns personagens 😀🔪.

My notes

P. 69/70 (Sobre Anne e o capitão Wentworth): “Com exceção, talvez, do almirante e da sra. Croft, que pareciam especialmente afeiçoado e felizes (Anne não via nenhuma outra exceção, mesmo entre os casados), não podia haver dois corações tão abertos, gostos tão parecidos, sentimentos tão uníssonos, rostos tão bem-amados. Agora eram como dois estranhos; pior do que estranhos, pois jamais poderiam relacionar-se. Seriam perpetuamente dois estranhos. (Tragicamente, essa porra de parte sublinhada me fez lembrar do S. e, raciocinando um pouco, esse livro tem uma história parecida com a nossa...)

P. 96 (Sobre Anne e Wentworth): “Sim, ele fizera aquilo. Ela estava na carruagem e sentia que ele a pusera ali, que sua vontade e suas mãos haviam feito aquilo, que ela devia aquilo à percepção que ele teve de seu cansaço e à decisão de proporcionar-lhe algum repouso.” (💖💖💖💖💖).

P. 111 (Capitão Wentworth e Anne): “O capitão Wentworth olhou para ela imediatamente, mostrando que notara aquilo. Lançou a ela um breve olhar, um olhar brilhante, que parecia dizer: "Aquele homem se impressionou com você, e até eu, neste momento, torno a ver algo em você alguém de Anne Elliot."” (nada a dizer 😏).

P. 114 (Anne): “[...] sabemos o que o tempo faz em todas as situações de dor, [...].” (A Jane sempre fala do tempo...).

P. 127 (Sobre Anne): “Ela deixava tudo aquilo para trás, tudo menos a memória de que tais coisas haviam acontecido.” (É tipo aquele momento que a gente muda a geografia, mas as memórias permanecem para sempre. Talvez essa perpétua lembrança seja pior do que permanecer no lugar...).

P. 130 (Almirante Croft): “[...]. Deve ser um jeito novo de os rapazes cortejarem suas bem-amadas quebrando-lhes a cabeça, não é, srta. Elliot? Quebrar a cabeça e depois engessá-la, na verdade!” (Situação ruim? Sim. Vou perder o senso de humor? Não!).

P. 131 (Almirante Croft): “Os costumes de um homem podem ser tão bons quanto os de outro, mas sempre preferimos os nossos.” (Além de engraçado, esse cara consegue ser fantasticamente profundo. Não é atoa que seja meu personagem favorito, depois de Anne, claro).

P. 154 (Anne): “ — Minha ideia de boa companhia, sr. Elliot, é a companhia de gente inteligente e bem informada, que sabe conversar; é isso que eu chamo de boa companhia.” ( Errada não tá).

P. 166 (Sobre Anne): “Sentia que podia confiar muito mais na sinceridade daqueles que às vezes faziam ou diziam algo de maneira impensada e abrupta do que naqueles cuja mente fosse impassível, que jamais pronunciavam uma palavra fora do lugar.” (É por isso que eu falo e gosto de gente que fale palavrão, quando necessário).

P. 183 (Sobre Anne): “Ela esperava, com o tempo, vir a ser sábia e razoável, mas infelizmente tinha de confessar a si mesma que ainda não era sábia.” (Minha relação com a maturidade KKKKK).

Crianças Crescem (poema inspirado no trecho acima).

Eu entendo, Anne Elliot, 
O quão difícil é ter que confessar,
Confessar que a sabedoria não está conosco.

Você é minha personagem favorita da Jane Austen,
Tanto que estou escrevendo esse poema,
Como alguém que te aprecia por ser tão sincera,
Sincera consigo mesma.

Eu também não me acho madura.
Às vezes eu ajo como uma criança, admito.
Talvez haja esperança:
Crianças crescem.

P. 189 (Anne): “[...]. Não amamos menos um lugar porque nele sofremos, [...].” (Isso vale para lugares e, às vezes, para pessoas).

P. 191 ( Sobre o capitão Wentworth): “Ele a amava, com certeza.” (OK, Google, é normal eu tá chorando por causa de uma frase de um livro?).

Ele a Amava (poema inspirado no trecho acima)

Dois corações
Entrelaçados pelo passado,
Mas tão confusos sobre o presente.

Ela amadureceu,
Ele amadureceu,
Ela cresceu,
Ele cresceu.

A família dela ainda parecia um obstáculo,
Mas nada maior do que o amor,
O amor que os unia.

O futuro tinha suas surpresas, mas
Ele a amava, com certeza.

P. 197 (Sobre Anne): “[...], pois evitar o sr. Elliot passara a ser quase o seu principal objetivo.” (Eu faço isso direto, Anne, KKKKK).

P. 196 (sra. Smith): “"Fazer o que é melhor para si mesmo" passava por um dever.” (Eu desconfiava MUITO do sr. Elliot, mas agora ele é REPUGNANTE! Me lembrou o ódio que eu senti com o Frank Churchill 😑🔪).

P. 219 (Sobre Anne): “Já era ruim ter sempre a sra. Clay à sua frente, mas que um hipócrita ainda maior se somasse ao grupo parecia a ruína de toda a pa e de todo o conforto.” (sra. Clay + sr. Elliot = filhos da puta em dobro 😀🔪)

P. 226 (Sobre Anne e o capitão Wentworth): “[...]: "Com certeza, se houver uma afeição constante, nossos corações não tardarão a se compreender. Não somos crianças para nós irritarmos caprichosamente nem sermos iludidos pelos equívocos do momento, brincando levianamente com a nossa própria felicidade."” (Acho que essa frase define esse livro).

P. 238 (Anne): “Acho, sim. Certamente não os esquecemos tão rapidamente como vocês [homens] nos [mulheres] esquecem.” (Eu sempre achei que, com um término, as mulheres sofrem mais...).

P. 250 (Wentworth e Anne): Os dois falaram o nome do livro e “persuasão” se refere ao que a família de Anne fez para separá-la dele.

P. 253 (Capitão Wentworth): “Tenho de aprender a suportar a ideia de ser mais feliz do que mereço.” (Wentworth, eu love tu 💖).

Em suma, Persuasão me fez pensar na constância de sentimentos de ambos os lados e, magicamente, me faz ter esperança de que uma pessoa do meu passado seja reencontrada no futuro.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Happy Love Days — Poems and Slaps in the Face

Feliz dia dos n(amor)ados! 🥳

Como cês tão, ein? A Lua aqui não tem nem um love, mas eu fiz um poema bem romântico pra uma amiga — Se ela permitir, vou postar aqui algum dia 😏

Contexto dos Poemas

1º Poema: Vi um casal muito bonito na rua e fiquei com inveja, então decidi criar um poema. Hoje, na escola, houve duas provas e, quando as acabei, escrevi esse poema.

2º Poema: Ainda não tinha almoçado e fiquei com fome. Quando acabei de comer, fiquei pensando se a comida tava realmente boa ou se era só minha fome “camuflando” as coisas.


O Amor Não é Pra Ser Meu Parceiro

Dia dos namorados, né?
Vi um casal na rua.
Eles pareciam felizes,
Juntos e inseparáveis.

Mesmo que não seja meu,
Eu contemplo o amor alheio.
É uma forma de me convencer:
“O amor não é pra ser meu parceiro”.

Talvez eu esteja destinada,
Destinada a não ser de ninguém.
Talvez eu devesse,
Devesse me jogar, mas pra quem?

Visivelmente, eu sou invisível para todos.
Logicamente, não ser escolhida é tão ilógico.
Magicamente, há banalidade negra na solitude.
Maturamente, eu sou imatura para aceitar que todos tem um love, menos eu.

Seja Seletivo

Estava com fome,
Daí lembrei que tinha almoço.
Comi bastante e pensei:
“A comida tá boa ou eu só tô com fome?”.

Estranha e poeticamente,
Eu lembrei do amor
E de como a carência,
A maldita carência, nos cega.

Ela nos faz enxergar amor onde não há.
Ela nos rouba de nós mesmos.
Ela nos faz aceitar tudo.
Elas nos faz frágeis.

E é isso que essa vadia quer:
Nos aprisionar em amores errados.
Lembre-se:
Não é porque você tá com fome que você precisa aceitar qualquer prato.

                     > • BE SELECTIVE • <

Significado do 1º Poema

 Estrofe: A autora contextualiza o poema, mostrando o fato em si, ainda sem expressar nenhuma opinião.

2ª Estrofe: Ela expressa que, mesmo que não a pertença, contempla o amor dos outros e se convence da sua própria inabilidade com o amor.

3ª Estrofe: Aqui, ela expressa sua quase convicção de ser destinada a não ser de ninguém e que ela devesse se jogar em algum relacionamento, mas não sabe com quem. Além disso, a repetição das palavras cria um ritmo agradável.

4ª Estrofe: Ela usa um jogo de palavras, criando um paradoxo irônico sobre o modo e o que realmente acontece. Assim como na 3ª Estrofe, o uso das palavras cria um ritmo para o poema.

Significado do 2º Poema

1ª Estrofe: A autora traz o fato comicamente realista e a pergunta que veio a sua mente.

2ª Estrofe: Ela diz que o fato que lhe ocorreu fez-a lembrar do amor e de como a carência nos cega.

3ª Estrofe: Aqui, a autora mostra as ações da carência, como nos roubar de nós mesmos e nos fazer frágeis.

4ª Estrofe: Ela usa um adjetivo pejorativo para se referir a carência, dizendo que ela quer nos aprisionar em amores errados. A autora finaliza dizendo que não deve-se aceitar qualquer prato só por causa da fome.

Feliz Dias dos N(amor)ados!

{Lua Austen}