sábado, 21 de junho de 2025

Persuasion by Jane Austen — The Book That Made Me Think About the Past

“Quem é viva sempre aparece, não é? 😅”

Eu sei que eu sumi por mais de uma semana e tal atitude é totalmente repreensível, mas eu tive meus motivos; semana de provas, cansaço emocional, foco em cuidar de mim... São alguns pontos pro meu sumiço. Mas, fiquem despreocupados, a escritora aqui tá de férias (só por duas semanas, mas é melhor do que nada 😀🔪) e talvez eu escreva mais pra cá. 

Persuasão foi o último trabalho completo de Jane Austen. O livro conta a história de Anne Elliot, uma moça que "fora obrigada a ser prudente na juventude, aprendera o romantismo à medida que envelhecia: a sequela natural de um começo antinatural". Anne é uma das heroínas mais tranquilas de Austen, mas ao mesmo tempo é uma das mais fortes. O livro enaltece a constância do amor em uma época turbulenta na Europa: as guerras napoleônicas. Escrito nesse período, o romance descreve como uma mulher pode permanecer fiel ao seu passado e ainda assim pensar em um futuro feliz. Austen expõe de maneira sutil como passar por cima de convenções e restrições sociais em busca da felicidade”. Essa é a descrição da editora Martin Claret sobre Persuasão.

O livro foi tão bom que fiz dois poemas sobre frases específicas que vocês verão logo mais. Esse era o único livro da Jane que eu ainda não tinha lido e a experiência foi mágica e apaixonante 🥰, mas também com um ódio profundo por alguns personagens 😀🔪.

My notes

P. 69/70 (Sobre Anne e o capitão Wentworth): “Com exceção, talvez, do almirante e da sra. Croft, que pareciam especialmente afeiçoado e felizes (Anne não via nenhuma outra exceção, mesmo entre os casados), não podia haver dois corações tão abertos, gostos tão parecidos, sentimentos tão uníssonos, rostos tão bem-amados. Agora eram como dois estranhos; pior do que estranhos, pois jamais poderiam relacionar-se. Seriam perpetuamente dois estranhos. (Tragicamente, essa porra de parte sublinhada me fez lembrar do S. e, raciocinando um pouco, esse livro tem uma história parecida com a nossa...)

P. 96 (Sobre Anne e Wentworth): “Sim, ele fizera aquilo. Ela estava na carruagem e sentia que ele a pusera ali, que sua vontade e suas mãos haviam feito aquilo, que ela devia aquilo à percepção que ele teve de seu cansaço e à decisão de proporcionar-lhe algum repouso.” (💖💖💖💖💖).

P. 111 (Capitão Wentworth e Anne): “O capitão Wentworth olhou para ela imediatamente, mostrando que notara aquilo. Lançou a ela um breve olhar, um olhar brilhante, que parecia dizer: "Aquele homem se impressionou com você, e até eu, neste momento, torno a ver algo em você alguém de Anne Elliot."” (nada a dizer 😏).

P. 114 (Anne): “[...] sabemos o que o tempo faz em todas as situações de dor, [...].” (A Jane sempre fala do tempo...).

P. 127 (Sobre Anne): “Ela deixava tudo aquilo para trás, tudo menos a memória de que tais coisas haviam acontecido.” (É tipo aquele momento que a gente muda a geografia, mas as memórias permanecem para sempre. Talvez essa perpétua lembrança seja pior do que permanecer no lugar...).

P. 130 (Almirante Croft): “[...]. Deve ser um jeito novo de os rapazes cortejarem suas bem-amadas quebrando-lhes a cabeça, não é, srta. Elliot? Quebrar a cabeça e depois engessá-la, na verdade!” (Situação ruim? Sim. Vou perder o senso de humor? Não!).

P. 131 (Almirante Croft): “Os costumes de um homem podem ser tão bons quanto os de outro, mas sempre preferimos os nossos.” (Além de engraçado, esse cara consegue ser fantasticamente profundo. Não é atoa que seja meu personagem favorito, depois de Anne, claro).

P. 154 (Anne): “ — Minha ideia de boa companhia, sr. Elliot, é a companhia de gente inteligente e bem informada, que sabe conversar; é isso que eu chamo de boa companhia.” ( Errada não tá).

P. 166 (Sobre Anne): “Sentia que podia confiar muito mais na sinceridade daqueles que às vezes faziam ou diziam algo de maneira impensada e abrupta do que naqueles cuja mente fosse impassível, que jamais pronunciavam uma palavra fora do lugar.” (É por isso que eu falo e gosto de gente que fale palavrão, quando necessário).

P. 183 (Sobre Anne): “Ela esperava, com o tempo, vir a ser sábia e razoável, mas infelizmente tinha de confessar a si mesma que ainda não era sábia.” (Minha relação com a maturidade KKKKK).

Crianças Crescem (poema inspirado no trecho acima).

Eu entendo, Anne Elliot, 
O quão difícil é ter que confessar,
Confessar que a sabedoria não está conosco.

Você é minha personagem favorita da Jane Austen,
Tanto que estou escrevendo esse poema,
Como alguém que te aprecia por ser tão sincera,
Sincera consigo mesma.

Eu também não me acho madura.
Às vezes eu ajo como uma criança, admito.
Talvez haja esperança:
Crianças crescem.

P. 189 (Anne): “[...]. Não amamos menos um lugar porque nele sofremos, [...].” (Isso vale para lugares e, às vezes, para pessoas).

P. 191 ( Sobre o capitão Wentworth): “Ele a amava, com certeza.” (OK, Google, é normal eu tá chorando por causa de uma frase de um livro?).

Ele a Amava (poema inspirado no trecho acima)

Dois corações
Entrelaçados pelo passado,
Mas tão confusos sobre o presente.

Ela amadureceu,
Ele amadureceu,
Ela cresceu,
Ele cresceu.

A família dela ainda parecia um obstáculo,
Mas nada maior do que o amor,
O amor que os unia.

O futuro tinha suas surpresas, mas
Ele a amava, com certeza.

P. 197 (Sobre Anne): “[...], pois evitar o sr. Elliot passara a ser quase o seu principal objetivo.” (Eu faço isso direto, Anne, KKKKK).

P. 196 (sra. Smith): “"Fazer o que é melhor para si mesmo" passava por um dever.” (Eu desconfiava MUITO do sr. Elliot, mas agora ele é REPUGNANTE! Me lembrou o ódio que eu senti com o Frank Churchill 😑🔪).

P. 219 (Sobre Anne): “Já era ruim ter sempre a sra. Clay à sua frente, mas que um hipócrita ainda maior se somasse ao grupo parecia a ruína de toda a pa e de todo o conforto.” (sra. Clay + sr. Elliot = filhos da puta em dobro 😀🔪)

P. 226 (Sobre Anne e o capitão Wentworth): “[...]: "Com certeza, se houver uma afeição constante, nossos corações não tardarão a se compreender. Não somos crianças para nós irritarmos caprichosamente nem sermos iludidos pelos equívocos do momento, brincando levianamente com a nossa própria felicidade."” (Acho que essa frase define esse livro).

P. 238 (Anne): “Acho, sim. Certamente não os esquecemos tão rapidamente como vocês [homens] nos [mulheres] esquecem.” (Eu sempre achei que, com um término, as mulheres sofrem mais...).

P. 250 (Wentworth e Anne): Os dois falaram o nome do livro e “persuasão” se refere ao que a família de Anne fez para separá-la dele.

P. 253 (Capitão Wentworth): “Tenho de aprender a suportar a ideia de ser mais feliz do que mereço.” (Wentworth, eu love tu 💖).

Em suma, Persuasão me fez pensar na constância de sentimentos de ambos os lados e, magicamente, me faz ter esperança de que uma pessoa do meu passado seja reencontrada no futuro.

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