segunda-feira, 9 de junho de 2025

Emotional Exhaustion: Even the Strongest Go Through It

Passei por um verdadeiro inferno nesses quatro dias sumida daqui. Passei por um esgotamento emocional que fez minha criatividade ir pro chinelo. E, como a belíssima escritora que sou, vou contextualizar tudo; mas, por questões de privacidade, vou abreviar alguns nomes (não tô querendo ser processada!).

[ E. = Meu primeiro amor.]
[ S. = Um amor que acabou mal.]

Páginas do Meu Diário Nesses Dias Sombrios

05/06 - Quinta = Estou no reforço de português e, na atividade, me identifiquei muito com um poema de Marina Vasconcelos. Por isso, vou escrevê-lo aqui.

                   (Marina Vasconcelos)

Sento-me no chão do quarto 
E me permito finalmente sentir
Libero meu lado mais vulnerável 
Depois de há tanto o reprimir.
O que sinto já não reconheço,
Então na escrita o tento definir.

Mergulho em meu próprio caos
Na tentativa de o entender,
Mas lentamente sou sufocada,
Meu corpo não pode se mover.
O silêncio quebra meus ossos,
O frio vazio congela meu ser,
De minha boca saem murmúrios 
De tudo o que nunca pude dizer.

Todas as palavras não ditas
Adormecidas em meu peito,
Acumularam-se até transbordar,
Tornando meu coração estreito,
De onde saem gritos de desilusão 
E um choro iminente insatisfeito.

Sentimentos — e como eu não sei lidar com eles: O título deveria ser “E.”, mas é meio vergonhoso dizer que ainda penso nela. Ela foi minha primeira paixão e, depois de tanto tempo, eu ainda penso nela.
Ao mesmo tempo, eu tenho tantas outras pessoas na cabeça. Parece que eu sou uma “Pegadora mental”, que tem um monte na cabeça.
Pela manhã, na escola, fiquei estressada; em casa, lembrei do S., da E. e estava super cansada. Agora, parece que tudo se juntou e eu... eu me sinto uma vítima dos meus sentimentos, como se eles tivessem se juntado para assassinarem meu coração.
Sabe, somente sentir esse turbilhão já é o suficiente pra me fazer chorar desse jeito. Não sei onde enfiar tanto sentimento, por isso, em noites escuras como essa, eu costumo deixá-los transbordarem; ainda assim, quanto mais eles transbordam, mas sentimento parece surgir. Eu queria ser indiferente com o que sinto, e até tento, mas eu não consigo.
Não sei atuar nessa porra de vida e eu pago caro por isso, mas talvez seja bom sentir — eu só não cheguei nessa parte ainda.

Contexto dos Textos

O poema de Marina Vasconcelos, magicamente, exemplificava minha situação nesses últimos dias. O segundo texto, de minha autoria, foi um grande desabafo de como minha mente estava confusa.

Como Foi Meu Processo de “Desgostamento”

I. Diminuí as atividades: Deixei algumas tarefas de lado (escrever para o blog, para meus livros e meu curso online de psicologia) e foquei apenas nas tarefas inevitáveis (estudar e afazeres domésticos).

II. Foquei nos meus hobbies: Em cada tempo livre que aparecia, eu escrevia o que tava sentindo, lia algum livro (inclusive, tô lendo “Persuasão”, Jane Austen) ou ouvia alguma música (sertanejo, pop, MPB... Todas!)

Conclusão

O esgotamento emocional é algo ruim, mas também pode ser, como foi pra mim, um momento de descanso e resignificação, algo que nos lembra de que parar um pouco e respirar faz parte da vida.
Você não precisa ser forte o tempo todo. Você precisa lembrar que é humano e humanos sentem, muito.

{Lua Austen}

Um comentário:

  1. Uau, adorei seu texto e as reflexões sobre sentir sempre em grande escala. Quando estamos imersas no sentimento, é como se ninguém no mundo fosse capaz de sentir tanto quanto nós. Obrigada por ter me citado. Fico feliz por saber que alguém sente tanto quanto eu e que se identifica comigo. ❤️‍🩹

    ResponderExcluir

🌙 Aleatoriedades Cotidianas 🪄

Rascunhos da Alma ★™ Pela manhã, acordei cedo, tomei um banho frio, me vesti com minha calça jeans, minha blusas de botões branc...