terça-feira, 3 de junho de 2025

Just A Robot

Contexto Poético

Esse poema foi escrito em um sábado, 31 de maio. Ele transmite sentimentos que eu sinto constantemente: desgasto, cansaço, estresse e Burnout acadêmico.
Eu sou alguém que se esforça demais nos estudos e eu sempre acabo levando mais do que eu posso carregar. Por isso, esse poema talvez seja uma forma de descontar esses momentos ruins que eu sofro por conta do meu bendito medo de decepcionar os outros — mas a boba não cansa de se decepcionar.

Apenas Um Robô

“Uma aluna inteligente,
Alguém que se esforça até o fim.
Ela prefere se foder do que deixar os outros na mão”.

Mal vocês sabem
O quanto eu sangro
— e eu nem tô menstruada.

Estresse e Burnout acadêmico fazem parte da minha realidade do caralho.
Vocês não veem que, quanto mais eu tento, mais eu caio?

Tenho inveja de vocês,
Ó irresponsáveis,
Que veem o mundo pegando fogo
E tão pouco se lascando.

Vão pro inferno,
Ó perfeitos,
Eu sou uma humana
— olá, apenas um robô.

Ser normal é complicado,
Ser perfeita tá desgastado.

Significado do Poema

1ª Estrofe: Aqui se faz uma definição de como as pessoas vêem a autora, o que ajuda a entender o ponto de vista de quem apenas vê o esforço dela e de como ela se vê ao longo do poema.

2ª Estrofe: Ao mesmo tempo que a autora diz que “sangra”, simbolizando o sofrimento da responsabilidade, ele faz uma piada com a menstruação, que é comum entre as mulheres. Isso estabelece um tom sério coexistindo com um tom engraçado e até mesmo irônico.

3ª Estrofe: O tom volta a ser sério, falando de estresse e Burnout acadêmico, consequências do esforço excessivo nos estudos. A pergunta retórica faz o leitor pensar que, mesmo que a autora se esforce ao máximo, ela sempre voltará a cair.

4ª Estrofe: A autora demonstra o sentimento de inveja àqueles que são irresponsáveis e conseguem não se importa com o mundo externo. A autora faz uma autocrítica implícita sobre como ela se importa excessivamente com a opinião alheia.

5ª Estrofe: Ela amaldiçoa os perfeitos e diz que é humana. A frase " — olá, apenas um robô" demonstra uma contradição, pois ela afirma que é humana e se apresenta como um robô. Aqui, ela faz outra autocrítica de como se comporta como um robô, mesmo sabendo que é humana e querendo que os outros a vejam humanamente.

6ª Estrofe: A autora finaliza o poema com o dilema de que “ser normal é complicado”, pois todos querem autenticidade, e que “ser perfeita tá desgastado”, pois todos falham. Em suma, ela finaliza o poema enfatizando a ideia de que ser e se apresentar como um robô parece a opção mais “viável” — mesmo que isso esteja matando-a.

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