segunda-feira, 28 de julho de 2025

My Other Diaries: The Beginning of My Writing Journey

Introdução

Ninguém começa algo sabendo; no caminho para a perfeição há falhas, perdas e lições dolorosas. Mas também, há acertos, ganhos e aperfeiçoamento. Minha história com a escrita completou um ano em 19 de fevereiro e hoje vou compartilhar a histórias dos outros dois diários que eu já tive.

1º Diário: O Diário Preto

Em 19 de fevereiro de 2024, eu roubei uma agenda preta do meu pai, porque meu antigo psicólogo sugeriu que eu tivesse algum hobby para eu praticar, como uma forma de distração. Eu fiquei mais segura quando ele disse que não leria 😀☝️.

Para Quê Servia?

Comecei a usá-la para escrever meu dia; o que eu escrevia era mais um amontoado do meu cotidiano do que aquilo que eu sentia, então era um pouco entediante.

Quanto Tempo Durou?

O Diário Preto terminou no dia 7 de junho de 2024, durando três meses e dezenove dias.

Última Página do Diário Preto

“Talvez certos finais sejam necessários para crescermos, amadurecermos e nos tornamos mais fortes. Algumas coisas terminam para nos ensinar que nem tudo é para sempre, às vezes é só uma fase. Aceitar que isso acontece é difícil, mas é necessário para evoluirmos.
Os finais da vida são formas de recomeçarmos com novos ambientes, novas pessoas e novos lares. O importante é que nenhum fim nos paralise; à cada fim, há uma possibilidade de seguir em frente.”

2º Diário: O Diário Azul

Um dia depois do meu primeiro diário terminar, no dia 8 de junho, saí com meu pai para comprar outro diário. Como não tinha outra capa bonita, eu escolhi esse Diário Azul.

Para Quê Servia?

Eu tinha terminado meu namoro com S. há algumas semanas e esse diário serviu para o processamento dos meus sentimentos. Aqui, o que antes era apenas rotina, agora é sentimentos — decifrados ou em códigos.

Quanto Tempo Durou?

O Diário Azul terminou no dia 3 de fevereiro de 2025, durando sete meses e vinte e seis dias.

Um Texto do Diário Azul

“A minha vida toda foi procurar por um amor que me fizesse ficar, por um amor que fosse me conquistar. Em você, eu achei o que sempre procurei; pena que não durou nem um mês.
Do mesmo jeito que você chegou do nada, do nada você partiu. Ainda é bom relembrar os bons momentos que passamos juntos, mas eu queria que estivéssemos juntos para reviver todos eles, outra vez.”

Conclusão 

Os meus primeiros diários serviram para aprofundar-me na paixão pela escrita. Em suma, ambos foram  importantes para o tom de escrita que tenho hoje — um tom sarcasticamente doce 😌☝️🔪.

{L. A.}

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Jane Austen's Northanger Abbey — Commend Paternal Tyranny or Reward Filial Disobedience?


Introdução

“Catherine Morland é uma jovem doce, sonhadora e amante de romances góticos. Quando é convidada para passar uma temporada em Bath, ela mergulha em um novo mundo de bailes, amizades e flertes. Lá, conhece Henry Tilney, um rapaz espirituoso por quem se encanta, e acaba sendo convidada a visitar a misteriosa Abadia de Northanger, lar da família dele. Com a imaginação moldada pelos livros, Catherine começa a enxergar mistérios sombrios e segredos ocultos onde talvez só exista a realidade”.

Em um belo sábado, 12 de julho, eu terminei — com muito choro — esse livro e… muitas emoções, sério. Admito que, nos primeiros capítulos, eu estava achando a leitura entediante e até pensei em largar de vez. Aí eu lembrei que EU, há dois anos, CONCLUÍ esse livro e desistir de largar o livro.

Então, vamos passear pelos meus surtos literários — em ordem cronológica, eu sou or-ga-ni-za-da 😌☝️.

Surtos — Literários e Literais

P. 11 (Sobre Catherine Morland): “De fato, ela não tinha gosto pela jardinagem e, se por vezes colhia flores, era principalmente pelo prazer de agir mal: pelo menos era o que se podia conjeturar do fato de sempre preferir as que lhe era proibido colher. (Uma garotinha travessa, gostei, é das minhas 😌🔪).

P. 15 (Sobre Catherine Morland): “Mas estranhas coisas podem ser explicadas se procurada com afinco a sua causa. (É por isso que eu não consigo explicar coisas estranhas: não procuro a causa KKKKKK).

P. 17 (Sobre Catherine Morland): “[...], que o coração de Catherine era carinhoso; seu temperamento, alegre e franco, sem presunção ou afetação de nenhum tipo [...]. (Ótimo, pelo menos eu não vou querer matar 😌☝️🔪).

P. 27 (Henry e Catherine): — Dancei com um rapaz muito simpático, apresentado pelo sr. King; conversei com ele — parece ser extraordinariamente talentoso —, espero vir a saber mais sobre ele. É isso, minha senhora, que eu gostaria que escrevesse.
— Mas talvez eu nem tenha diário. (Faca Tramontina, corte rápido KKKKKK).

P. 33 (Sobre Catherine com Isabella 🙄): “A amizade é decerto o melhor bálsamo contra as dores da decepção.(E se não tiver amizade? Faz o quê? 🥲🤙).

P. 74 (Sobre Isabella Thorpe): “Isabella sorriu, incrédula, e conversou o resto da noite com James. (OXE! MANA, TU NÃO DISSE QUE NÃO IA FALAR COM ELE??? TU É BIPOLAR OU O QUÊ? 😤🔪).

P. 77 (Sobre Homens e Mulheres): “Enfeitam-se as mulheres só para sua própria satisfação. Nenhum homem vai admirá-las mais, nenhuma mulher vai apreciá-las mais por isso. Aos primeiros bastam que se vistam apropriadamente e na moda, e algo esfarrapado ou indecente atrairá mais a simpatia das segundas. (Claro, Jane Austen fazendo uma crítica social no meio do livro. Justo. E necessário. Muito).

P. 79 (Henry Tilney): — Teria perdido a paciência com aquele cavalheiro [sr. Thorpe], se ele tivesse permanecido mais meio minuto com a senhorita. (Eu também, Henry, acredite, EU TAMBÉM KKKKK 😀🔪).

P. 111 (Henry Tilney): “— Aquele que, homem ou mulher, não sente prazer na leitura de um bom romance deve ser insuportavelmente estúpido.(Ouvimos, não julgamos e CONCORDAMOS).

P. 135 (Henry Tilney): “Muito bem, então, só quis dizer que ao atribuir ao convite do meu irmão [Frederick Tilney] à srta. Thorpe apenas a motivação da boa índole, a senhorita me convenceu que tem melhor índole do que todo o resto do mundo. (Catherine, SE EU FOSSE VOCÊ — não, não é a música do Henrique e Juliano —, eu teria morrido com esse elogio KKKK).

P. 140: (General Tilney 😀🔪): “[...], tudo faremos para tornar a Abadia de Northranger algo não totalmente desagradável. (ACHEI O NOME DO LIVRO: É A CASA DOS TILNEY!!!).

P. 148 (Isabella Thorpe 😤): “O que se diz um dia talvez no outro não se diga mais. Mudam-se as circunstâncias, e as opiniões com elas. (Pela PRIMEIRA VEZ, a ISABELLA falou algo ÚTIL. Merece um prêmio Nobel. Por fazer o mínimo 😐🔪).

P. 153 (Henry Tilney): “Compreendo: está apaixonada por James e flerta com Frederick. (FINALMENTE, alguém entendeu o que a FILHA DA PUTA da Isabella tá fazendo com o pobre do James 😤🔪).

P. 158 (Frederick Tilney): “— Como vou ficar contente quando todos vocês tiverem partido.(O que eu penso quando tô na escola e queria que todo mundo sumisse 😀☝️).

P. 201 (Sobre Catherine Morland): “Não aprendeu a se esquecer do passado ou a dele se desculpar; [...]. (Essa frase nem precisa de comentário, mas doeu ler. Ainda mais porque eu me identifiquei 😔☝️).

P. 204 (Carta de James Morland): “[...]! Querida Catherine, veja bem a quem você vai dar o seu coração.(Mesmo ferido, ele ainda dá conselho. Muito maduro. Muito eu).

P. 238 (Sobre os pais de Catherine): “Nem sequer uma vez pensaram no coração dela, o que, da parte dos pais de uma mocinha de dezessete anos que acaba de voltar de sua primeira excursão longe de casa, era bastante estranho! (Eu ficaria menos irritada, se essa negligência emocional fosse só nos livros 😐🔪).

P. 247 (Sobre o General Tilney): “Sob a errônea suposição de seus bens presentes e futuros, tudo fizera para a conhecer em Bath, solicitara a sua companhia em Northranger e a escolhera para nora. Ao descobrir o erro, expulsá-la de casa pareceu a melhor, embora inadequada em relação aos seus sentimentos, prova da sua indignação para com ela [Catherine Morland] e de seu desdém pela sua família. (Quanta maturidade. Igual a uma criança de dois anos 😐).

P. 254 (Sobre Catherine e Henry Tilney 💕🥰): “É muito bom iniciar a perfeita felicidade com as idades respectivas de vinte e seis e dezoito anos; e declarando-me, além disso, convicta de que a injusta interferência do general, longe de ser prejudicial à felicidade do casal, foi talvez bastante propícia a ela, ao aprofundar o conhecimento recíproco e fortalecer o amor entre os dois, deixo a quem quer que a tanto se habilite resolver se a tendência principal desta obra seja recomendar a tirania paternal ou recompensar a desobediência filial. (Claro que é recompensar a desobediência filial 😀🔪).

Conclusão 

Embora o tédio tenha me pegando no começo, a curiosidade foi mais forte e eu concluí mais um livro da Jane Austen. Em suma, odiamos Isabella, sr. Thorpe e o General Tilney 😀🔪🤙; amamos Catherine, Henry Tilney e o rico do James, por ter se livrado da Isabella 🥰😌☝️. 

Viva a desobediência filial! 🥳

{L. A.}

quinta-feira, 10 de julho de 2025

My Story With Christianity — And How I Burned Out.

Introdução

“O cristianismo é uma religião baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo, que os cristãos acreditam ser o Filho de Deus e o Salvador da humanidade”. Essa seria uma definição “comum”, mas eu diria que é um caminho torto, que dizem levar ao “céu”. Nesse post, vou contar minha história com essa religião — que parece mais uma endemonização.

Minha Conversão

Em uma tarde do dia 22 de março de 2023, eu estava assistindo a uma pregação do Deive Leonardo e, na hora do apelo para aceitar Jesus, eu aceitei. Não porque eu queria “servir a Deus”, mas sim porque eu estava com medo do “inferno” e da “condenação eterna”. Naquele momento, pensei que tava fazendo a coisa certa, mas só depois percebi a cilada que eu me meti.

Mudança de Vida

Por conta disso, tive que abrir mão de várias coisas que me faziam feliz. Séries, sexualidade, músicas... A minha vida virou uma Edição de Chatice Religiosa™, graças a Jesus. Aprendi tarde que não devo me anular para caber no molde de alguém — ainda mais de alguém que morreu há dois mil e vinte e cinco anos.

Responsabilidades Ministeriais 

Um ano depois da minha conversão, eu comecei a fazer parte do Ministério de Louvor. No começo, era leve “louvar o Senhor”, mas as cobranças chegaram, o desânimo também e eu só continuava porque tinha medo de decepcionar as pessoas. Dois anos depois — 2025 —, eu preguei algumas vezes e, novamente, tive medo de decepcioná-los.

Pressão Para Ser Perfeita 

Como qualquer outro ser humano, eu erro. O tom da voz, um raciocínio, um ritmo... E esses erros, aparentemente pequenos, me faziam virar motivo de uma repreensão severa, não do tipo “você errou nisso, vamos acertar”, mas do tipo “você errou porque não serve pra isso”. Para qualquer adolescente tentando se encaixar, isso era o equivalente a alguém rasgar seu livro preferido — uma metáfora que ressoa comigo todas as vezes que penso em injustiça.

Esgotamento Físico e Mental

Chegamos ao tópico que originou o título deste post. Minha rotina sendo cristã era estressante. Eu mal acordava e já fazia devocional em um aplicativo — que não merece ser citado —, depois o dia se alternava entre orações, louvor, tarefas e nenhum tempo para mim. É, eu realmente “negava a mim mesma”.

Desconversão

Quatro dias antes do meu aniversário, no dia 18 de maio de 2025, eu já estava sobrecarregada demais e decidi pôr um fim nisso. Foi difícil me desfazer de algo que era a minha vida — se essa palavra for sinônimo de “cansaço” e “desgaste”

Minha Vida Atual

Ainda vou para a igreja, faço parte do ministério de louvor, mas não prego mais. Não faço meu devocional, não ouço louvor e a minha última oração foi essa:

Eu Digo: Foda-se.

Oi, deus.
Não te chamarei de pai,
Pois sua filha eu não sou,
Não sou mais.

Talvez eu seja covarde,
Mas a ferida arde
E eu não posso viver a vida como se não cansasse.

Você tem motivos pra me odiar,
Me jogar nas profundezas do inferno.
E eu não vou te amar,
Não quando eu me sobrecarrego.

Não é uma oração ideal,
É só alguém decepcionado,
Que não sabe o que faz com os pedaços.

É a minha última oração 
E eu não termino dizendo “Amém”,
Eu digo: “Foda-se”.

(O “Significado do Poema” fica com vocês 😌☝️💅).

{L. A.}

🌙 Aleatoriedades Cotidianas 🪄

Rascunhos da Alma ★™ Pela manhã, acordei cedo, tomei um banho frio, me vesti com minha calça jeans, minha blusas de botões branc...