segunda-feira, 18 de agosto de 2025

The Diary of Anne Frank — How a Diary Gave Me Insomnia and Make Me Think a Lot

           Resenhas Por Lua™

Introdução 

Depois de três semanas, eu volto com mais um livro lido (nesse caso, relido) e com vários surtos e reflexões. Em algum dia entre janeiro e fevereiro, uma amiga — que chamarei de “N.” —, me presenteou com o livro “O Diário de Anne Frank”, produzido pela editora Carvalho.

Essa é uma breve descrição sobre Anne e sua situação, fornecida pela mesma editora:

ANNE FRANK (1929-1945), pseudônimo de Annelies Marie Frank, nasceu na cidade de Frankfurt, Alemanha. A jovem de origem judaica tinha uma irmã três anos mais velha chamada Margot. Percebendo um ambiente hostil, seus pais Edith e Otto Frank decidem levar toda a família para Amsterdã, Holanda, com o intuito de abrir um novo negócio.
Mas, no ano de 1940, o exército alemão ocupa a Holanda, impondo leis que tornaram, também lá, a vida mais difícil para os judeus. Para evitar a perseguição, o pai de Anne constrói um esconderijo nos fundos de sua empresa. Até que o lugar é descoberto pela polícia, então, toda a família é enviada para Auschwitz, onde Anne, a mãe e a irmã são destinadas para o campo de trabalho para mulheres.
Logo depois, Anne e Margot são transportadas novamente para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde quase não havia comida. Anne, assim como a irmã, contrai febre tifoide, e em fevereiro de 1945 ambas morrem por consequência da doença.
Anne não pode — e nem deve — representar os muitos indivíduos de quem os nazistas roubaram as vidas, mas seu destino nos ajuda a compreender a imensa perda que o mundo sofreu por causa do Holocausto.”

Meus Surtos™

| OBS: O comum é "página e (data)", mas há variações como:

– Quando aparece apenas a data: Sinal de que o trecho se encontra na mesma página.

– Quando aparece apenas “•”: O trecho é da mesma página e da mesma data. |

P. 9 (12 de Junho de 1942): “Eu espero poder contar tudo para você, como eu jamais pude contar para ninguém, e eu espero que você seja uma grande fonte de conforto e apoio. (Esse podia ter sido meu pensamento quando ganhei a Luzzy 🤔).

Domingo, 14 de Junho de 1942:  “E uma carta da vovó, que chegou na hora certa, mas é claro que foi só uma coincidência. (Ou o universo querendo dizer que presta 🤷).

Segunda-Feira, 15 de Junho de 1942: “A minha festa de aniversário foi no domingo à tarde. (Melhor horário não há, não existe 😌☝️).

• “Dizem que ela [E. S.] não me suporta, mas eu não ligo, já que eu também não gosto muito dela. (Descreveu meu pensamento pra gente que eu não gosto 😀🔪💅).

• “Ela [ J.] se acha linda, mas não é.” (Concordo contigo, Anne, KKKK).

P. 10 (Sábado, 20 de Junho de 1942): “Escrever em um diário é uma experiência muito estranha para alguém como eu. Não apenas porque nunca escrevi nada antes, mas também porque acho que, mais tarde, eu nem ninguém mais vai se interessar pelos pensamentos de uma garota de treze anos. Bem, não tem problema. Tenho vontade de escrever e uma necessidade ainda maior de abrir meu coração. (O fascinante é que teve — e ainda tem —, gente que se interessa por esse diário. Nenhum comentário, apenas aplausos 👏👏👏).

• “‘O papel tem mais paciência do que as pessoas.’ (Concordo. E apoio gostar mais do papel do que das pessoas).

• “Talvez seja minha culpa por não confiarmos um no outro.” (Eu também penso assim, Anne).

• “[...], mas quero que o diário seja minha amiga e vou chamar esta amiga de Kitty. (Olha aí, Luzzy, tuas origens! 🥰☝️).

P. 12 (Quarta-feira, 1° de Julho de 1942) [Fala de Hello]: “Às vezes, os velhos têm ideias muito antiquadas e não significa que eu tenha que concordar. (Tá certíssimo, Hello 😌☝️👏).

P. 13 (Domingo, 5 de Julho de 1942): “Ah, que essas palavras sombrias não se tornem realidade pelo maior tempo possível. (O pior é que, quanto mais não queremos, mais rápido essas palavras sombrias se tornam realidade...).

Quarta-Feira, 8 de Julho de 1942: “Memórias significam mais para mim do que vestidos. (Memórias ficam e não desbotam na primeira lavada 😉).

P. 15 (Sábado, 11 de Julho de 1942): “Acho que nunca me sentirei à vontade nesta casa, mas isso não significa que eu a odeie. (Desconforto? Sim. Ódio? Não!).

P. 16 (Domingo, 12 de Julho de 1942): “No futuro, vou dedicar menos tempo ao sentimentalismo e mais tempo à realidade. (Eu já pensei assim, Anne, mas descobri, da forma mais dolorosa, que o sentimentalismo é a realidade. Eu queria que alguém te dissesse isso 😔...).

P. 17 (Quarta-Feira, 2 de Setembro de 1942): “Bem, cada um sabe de si. (Precisa comentar?).

P. 18 (Segunda-Feira, 21 de Setembro de 1942): “Todos os dias acontece alguma coisa, mas estou muito cansada e com preguiça de escrever tudo. (Essa é a minha defesa, Meritíssima Luzzy 😌☝️).

P. 19 (Domingo, 27 de Setembro de 1942): “É sempre assim que suas tiradas começam e terminam: ‘Se a Anne fosse minha filha...’ . Graças a Deus que eu não sou. (A sra. van Daan, nesse começo de livro, era horrível, mas depois, a gente percebe que ela só era uma mulher que estava estressada, como todos no Anexo).

P. 20 (Segunda-Feira, 28 de Setembro de 1942): “Eles vão se sentar e ver o que é bom, e vão manter as bocas fechadas quando eu mostrar que devem cuidar dos seus próprios modos em vez dos meus. (Concordo, apoio e FAREI IGUAL).

• “Eu aprendi uma coisa: você só conhece uma pessoa depois de uma briga. Só então você pode julgar seu verdadeiro caráter! (É ISSO AÍ, ANNE!).

P. 21 (Quinta-Feira, 1° de Outubro de 1942): “Talvez eu a [Margot] ensine a não ser tão boazinha. Já era hora de ela aprender.” (Tipo dizer para um otimista: "Veja o lado ruim da vida").

P. 23 (Quarta-Feira, 14 de Outubro de 1942): “Sem dúvida vou deixar meus filhos também lerem os livros dela. (Eu falando da Jane Austen KKKK).

P. 24 (Quinta-Feira, 5 de Novembro de 1942): “Tenho lido muito e trabalhado pouco esta semana. (Esse é o Brasil que eu quero!).

P. 25 (Sábado, 7 de Novembro de 1942): “É só que eu gostaria de sentir que o papai realmente me ama, não porque eu sou filha dele, mas porque eu sou eu, a Anne. (...).

• “Será que existem pais que conseguem fazer seus filhos completamente felizes? (Não sei, mas eu serei essa pessoa para meus filhos, por você e por todos que precisaram de um adulto de verdade ao seu lado).

• “Não me condene, mas pense em mim como uma pessoa que, às vezes, chega ao seu limite e explode! (É desse jeito que eu queria ser vista).

P. 31 (Sábado, 30 de Janeiro de 1943): “Talvez algum dia eu trate os outros com o mesmo desprezo com que eles me tratam. (Esse dia vai ser tão lindo que vou tirar foto — claro, depois de acabar uma garrafa de vinho).

Sábado, 27 de Fevereiro de 1943: “[...], porque acho que sempre se deve retribuir essas pessoas com a mesma moeda. (Eu também acho, Anne, EU TAMBÉM ACHO E TENHO CERTEZA!).

P. 34 (Sexta-Feira, 2 de Abril de 1943): “Da minha parte, continuarei calada e distante, e não pretendo fugir da verdade, porque quanto mais ela for adiada, mais difícil será para eles aceitá-la quando a ouvirem. (Não foi crueldade, foi reciprocidade. A mãe de Anne vive sendo distante com Anne e ela só devolveu).

P. 38 (Domingo, 13 de Julho de 1943): “Qualquer um que seja tão mesquinho e pedante aos cinquenta e quatro anos nasceu assim e nunca vai mudar. (Concordo plenamente).

P. 40 (Quinta-Feira, 29 de Julho de 1943): “A sra. van Daan é uma ótima pessoa para se conversar! Ela dá um bom exemplo de um mau exemplo! (Anne Frank, a Rainha do Sarcasmo™ KKKK).

P. 45 (Domingo, 17 de Outubro de 1943): “A única maneira para tirar isso tudo da minha cabeça é estudar e, ultimamente, tenho estudado muito. (No meu caso, eu escrevo e leio para tirar coisas ruins da minha cabeça).

P. 48 (Quarta-Feira, 22 de Dezembro de 1943): “Estou pálida, mas doida para voltar aos meus livros. (Doente? Sim, mas livros em primeiro lugar 😌☝️📚).

P. 50 (Domingo, 2 de Janeiro de 1944): “Eu alivio minha consciência com o pensamento de que é melhor que palavras cruéis fiquem no papel do que a mamãe ter que carregá-las no coração. (Até eu me envergonhei de odiar a mãe dela no começo 😔☝️).

P. 52 (Sexta-Feira, 7 de Janeiro de 1944): “Esta manhã percebi que nada mudou; pelo contrário, à medida que fiquei mais velha e amadureci, meu amor cresceu comigo. (Ler a Anne falando sobre amor é muito identificável. Até demais).

P. 53 (Quarta-Feira, 12 de Janeiro de 1944): “Quem aqui suspeitaria que tanta coisa está acontecendo na alma de uma adolescente? (Às vezes, eu queria que alguém soubesse o que acontece na minha alma e parassem de me julgar).

Sábado, 15 de Janeiro de 1944: “E tudo o que eu realmente quero é só ser uma adolescente de verdade! (EU TAMBÉM!).

Noite de Quarta-Feira, 19 de Janeiro de 1944: “‘Não posso culpar alguém por ser do jeito que é. Vocês falam tanto sobre a mente das crianças e dos adolescentes, mas não sabem o mínimo sobre eles!’ (Precisa comentar?).

Sábado, 22 de Janeiro de 1944: “Quero ver as coisas com novos olhos e formar minha própria opinião, não apenas imitar meus pais, como no provérbio ‘A maçã nunca cai longe da árvore’. (Ela tá tão crescida!).

P. 54 (Segunda-Feira, 24 de Janeiro de 1944): “Mas aprendi pelo menos uma coisa: há jovens, mesmo do sexo oposto, que podem discutir essas coisas [sobre sexo] com naturalidade, sem ficar fazendo piadinhas. (Ainda não conheci nenhum jovem assim 😐).

P. 55 (Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 1944): “A essa altura, já estou tão cheia e cansada de comentários que corro para o banheiro e deixo o meu cabelo com o meu penteado comum. (Deveria ser crime julgar tanto alguém ao ponto da pessoa se “encolher” para não ser julgada 😤).

• “As criancinhas, como a Anne, não devem nunca, sob nenhuma circunstância, corrigir os mais velhos, não importa quantos erros comentam ou com quem frequência se deixem levar pela imaginação. (Errado, né? 🙄).

Domingo, 30 de Janeiro de 1944: “Quem sabe, talvez chegue o dia em que eu seja deixada mais sozinha do que gostaria! (Não sei se seria bom ou triste 🤔).

P. 56 (Quinta-Feira, 3 de Fevereiro de 1944): “Cheguei ao ponto de não me importar muito se vivo ou se morro. O mundo vai continuar girando sem mim [...]. (Não sei se aplaudo ou se lamento 😔).

P. 57 (Terça-Feira, 8 de Fevereiro de 1944): “O incidente [com a mãe] pode não ter sido muito importante, mas hoje em dia tudo está me dando nos nervos. (Quando se vive em tensão, tudo dá nos nervos. Experiência própria 😌☝️).

Segunda-Feira, 14 de Fevereiro de 1944: “Fico feliz de ver que mais alguém [Peter] nesta casa possa ter acessos de raiva como eu. (Eu e minha irmã KKKKKK).

P. 60 (Segunda-Feira, 28 de Fevereiro de 1944): “Sou sentimental, eu sei. (Preciso dizer mais?).

P. 61 (Quinta-Feira, 2 de Março de 1944): “As pessoas podem mandar você calar a boca, mas não têm como impedir que você tenha uma opinião. Ninguém pode proibir o outro, por mais jovem que seja, de ter uma opinião. (Me mandar calar a boca? Ok. Agora, me impedir de pensar por conta própria? Aí tu já quer demais 😒💅).

• “Amor é compreender alguém, cuidar dessa pessoa, compartilhar suas alegrias e tristeza. (Pra quê dicionário se eu tenho a Anne Frank?).

P. 62 (Segunda-Feira, 6 de Março de 1944): “Eu penso muito, mas não falo muito. (Anne Frank me resumiu em apenas sete palavras).

• “Quem será o primeiro a descobrir a brecha na minha armadura? (Me pergunto isso todos os dias).

P. 63 (Terça-Feira, 7 de Março de 1944): “Eu queria mudar a mim mesma de acordo com o meu jeito. (Você conseguiu e e eu me espelho em você).

P. 66 (Quinta-Feira, 16 de Março de 1944): “Até agora, a razão sempre venceu a batalha, mas será que minhas emoções não vão acabar sendo mais fortes? [...]. Na maioria das vezes, espero que sim! (As emoções sempre vencem por aqui).

• “Mesmo assim, o melhor de tudo é que eu posso escrever tudo o que penso e sinto; caso contrário, eu ficaria absolutamente sufocada. (Tal frase não exige comentários).

P. 70 (Sexta-Feira, 24 de Março de 1944): “De qualquer forma, eles [pais] riem de nós quando estamos falando sério e ficam sérios quando estamos brincando. (Adultos são tão estranhos!).

Sábado, 25 de Março de 1944: “Eu quero ser honesta. Acho que isso leva a gente mais longe e também faz você se sentir melhor consigo mesmo. (Concordo, Anne).

P. 73 (Quarta-Feira, 5 de Abril de 1944): “Só quem escreve sabe como é bom escrever. Eu costumava lamentar o fato de não saber desenhar,  mas agora estou muito feliz por, pelo menos, poder escrever. E, se não tenho talento para escrever para jornais ou livros, ainda posso escrever para mim mesma. (Me descreveu bonito).

P. 74 (Quinta-Feira, 6 de Abril de 1944): “Tenho aversão à álgebra, geometria e aritmética. (Todos têm, Anne, todos têm).

P. 76 (Terça-Feira, 11 de Abril de 1944): “Naquela noite, agradeci ao Peter porque ele havia sido o mais corajoso de todos. (O Peter é um amor — e é o da Anne 😌☝️).

P. 78 (Segunda-Feira, 17 de Abril de 1944): “Assumi a responsabilidade de cuidar de mim mesma. (Eu também, mas, às vezes, é tão cansativo...).

P. 79 (Quinta-Feira, 27 de Abril de 1944): “Depois fui parar no Brasil [...]. (ANNE FRANK ESTUDOU SOBRE A GENTE!!!).

P. 80 (Sexta-Feira, 28 de Abril de 1944): “As pessoas não precisam de um certo tempo de silêncio para se recuperarem? (Eu sempre preciso 😀).

P. 82 (Manhã de Domingo, 7 de Maio de 1944): “Nem tudo o que a senhorita Anne faz é bom! (Eu me sinto assim também...).

P. 88 (Sexta-Feira, 26 de Maio de 1944): “Que algo aconteça, até mesmo um ataque aéreo, pois nada pode ser mais esmagador do que essa ansiedade. (Quanto mais perto do fim, mais difícil e pesado fica de ler).

P. 90 (Terça-Feira, 13 de Junho de 1944): “Às vezes, fico tão profundamente enterrada sob autocensuras que anseio por uma palavra de conforto para ajudar a me desenterrar novamente. Se ao menos eu tivesse alguém que levasse meus sentimentos a sério. (Sinto o mesmo).

P. 94 (Sábado, 15 de Julho de 1944): “Escondi do meu pai o que me incomodava, nunca compartilhei com ele meus ideais e, conscientemente, o afastei de mim. (Eu também, acredite, eu também...).

• “[...], porque ainda acredito na bondade interior do homem. (Essa frase tem um peso imensurável).

P. 95 (Terça-Feira, 1° de Agosto de 1944): “[...]; sempre procurando um meio de me tornar o que eu tanto gostaria de ser e como eu poderia ser, se... não houvesse outras pessoas no mundo. (O último registro triste de alguém que teve um fim triste).

– Momento Pesquisa 🔎 
| • O que é valeriana e brometo? (citados no livro em algumas partes que eu não lembro):

Valeriana 🔎

valeriana é uma planta medicinal (Valeriana officinalis) cujas raízes são usadas para produzir extratos com efeitos calmantes e sedativos. É comumente utilizada no tratamento da insônia, ansiedade leve e estresse.

Brometo 🔎

O brometo é um tipo de composto químico que contém o elemento bromo ligado a outro elemento, geralmente um metal. Alguns brometos, como o brometo de potássio ou o brometo de sódio, foram usados no passado como sedativos ou anticonvulsivantes, mas seu uso diminuiu por causa dos efeitos colaterais. • |

Reflexões Pessoais™

• Perspectiva de Otto Frank: O pai de Anne foi omisso em todas as coisas que a mãe de Anne fazia com ela. Eu me pergunto: Otto leu o “Diário”? Se sim, como ele se sentiu ao saber como Anne se sentia em relação a ele, à mãe e à preferência deles por Margot? Será que ele viveu bem consigo mesmo depois disso? 🤔

• Condição Mental de Anne: No registro de 16 de Setembro de 1943, Anne afirma está tomando valeriana e isso revela que Anne também sofria mentalmente, tomando esse remédio para sua ansiedade e depressão. Saber que ela passou pelo o que eu passo me deixou perplexa e compreensiva. Mesmo sofrendo também, ela ainda escreveu, assim como eu. E isso, nos dois casos, é resistência pura.

Conclusão

Annelies Marie Frank, nossa querida Anne, merecia viver mais. Ela morreu com quinze anos e eu tô viva com essa idade. Não posso trazê-la de volta, mas posso prometer para mim mesma: Deixarei meu legado nesse mundo.

{L. A.}

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