“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825 — 1890) foi um dia mais populares, proeminentes e prolíficos (os três p's) escritores portugueses do século XIX, sendo considerado o principal representante do Ultrarromantismo em Portugal. Ele nasceu em Lisboa e teve uma vida atribulada (olha aí, jesus) e passional, que frequentemente serviu de inspiração para suas obras.
• Carreira e Produção: Foi romancista, cronista (tudo que acabe com “ista”), crítico, dramaturgo, historiador, porta e tradutor, tendo publicado mais de 260 obras. Foi um dos primeiros escritores de língua portuguesa a viver exclusivamente de seus escritos literários. Recebeu do rei D. Luís o título de 1º Visconde de Correia Botelho.
• Vida Pessoal e Obra-Prima: Sua vida foi marcada por escândalos e paixões tumultuadas, sendo a mais notória com Ana Plácido, uma mulher casada, o que o levou à prisão por adultério. Durante esse período de cárcere, ele escreveu sua obra mais famosa: Amor de Perdição (1862), um romance que se tornou um símbolo do romantismo trágico. Outras obras destacadas influem “A Queda dum Anjo”, “A Brasileira de Prazins” e “Novelas de Minho”.
• Estilo: Sua escrita conciliava o sentimentalismo e o espírito dramático do Romantismo com traços de sarcasmo, humor e crítica social, apresentando em algumas obras aspectos que se aproximam do Realismo.
• Fim da Vida: Na fase final da vida, o escritor ficou cego e impossibilitado de escrever. Em decorrência de uma cegueira e problemas neurológicos, Camilo Castelo Branco suicidou-se em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão, em 1º de junho de 1890.
Minhas Humildes — e Não Pedidas — Opiniões
Camilo — me autorizo a tratá-lo como um velho amigo — viveu, né? Eu digo porque ele errou também, como qualquer outro ser humano.
Eu já li três livros dele: Amor de Perdição, Amor de Salvação e A Queda dum Anjo. Todos eles me ensinaram algo que carrego comigo:
— Que morrer pelo amor é honroso,
— Que a felicidade pode ser triste e
— Que precisamos cuidar para não estarmos traindo a nós mesmos.
Camilo odiava Amor de Perdição, embora esse tenha sido seu livro mais famoso. Odiar algo não impede dele se agigantar. Então, talvez o que odiamos seja algo que ainda vai crescer dentro de nós. Ou não, tudo bem.
Lendo Amor de Perdição, tive a sensação de que o tempo corria e eu nem prestava atenção aos capítulos, usados para “demarcar” o tempo — a única coisa que não funcionou com Camilo.
Agora, bebendo meu café e ouvindo música, fico pensando no que Camilo sentia antes de morrer. A morte é algo difícil de discutir, mas acho que não devemos culpá-lo — ele estava sofrendo e queria que parasse de doer. É compreensível.
Com Amor, Lua.
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