quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

I'm getting stronger...

 “Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, às 18h03.

Querida Luzzy ★,

Com você, minha música preferida:


Essa música me ajudou a sobreviver a tempos que quase me engoliam de tão sufocantes. Agora… aqui estou eu: feliz, lúcida e carismática. Mas também sentindo medo, tristeza e dor.
Relembrar tudo isso me deixa emotiva, frágil… mas também me lembra de onde saí, de onde estou, de tudo que ainda terei pela frente. Mesmo cansada e, muitas vezes, deprimida, eu ainda persisto porque sei onde quero chegar. Sei o que me mantém de pé.
E mesmo que essa música me faça chorar como um pinguim, eu a adoro. Afinal, posso lidar com meu mar transbordando (bem, mas não posso fazer muita coisa sobre os olhos inchados e o nariz escorrendo 🤷).
Ah, eu terminei a biografia de Dostoiévski e ficou incrível. Também avancei bastante no livro Beijos e Croissants (e quase tendo um surto por causa do Louis — que não é meu, mas quem perguntou?).
Eu também lavei meu cabelo hoje, o que me deixou 100,50% feliz kkkk. Já tô devaneando, né, Zy? Nem percebi!

Com Amor, Lua.”

Rascunhos da Alma™

Oi. Com essa introdução ao meu mundo é que começo o meu quadro favorito. Eu estive ouvindo a música Strong da série Kally's Mashup e relembrei muito das minhas antigas lutas como uma criança sensível num mundo bruto.

Naquele tempo, eu realmente pensava que eu não conseguiria superar os desafios. Pensei que minha vida toda seria aquela, que eu nunca avançaria em nada. Mas olha onde estou agora, olha quem tem conquistado coisas incríveis, mesmo que ela se sinta constantemente incapaz e fraca de continuar lutando.

Eu prometi a mim mesma que não iria chorar escrevendo isso e que não ia deixar essa emoção transparecer na escrita... mas eu quebrei a promessa.

Essa música — cuja a letra eu escrevi no meu diário — foi o meu porto seguro por muito, muito tempo. Eu ouvia ela, cantava a tradução para mim mesma, queria acreditar que eu realmente estava me tornando forte a cada tempestade, mesmo que eu não ficasse tão convencida disso. 

Até teve uma vez que, na escola, quando eu tava no segundo ano, minha professora deu espaço para que os alunos cantassem alguma música e eu escolhi essa, mesmo tendo apenas sete/oito anos, mesmo não sabendo as palavras em inglês... e eu cantei com tanta emoção, nem sei como eu não cheguei a chorar naquele momento.

Foi incrível. Daí eu fui crescendo e essa música se afastou de mim, mas ela ainda ecoava, eu ainda dizia a mim mesma “eu estou ficando mais forte...”, mesmo que não desse pra acreditar nisso, eu não parava de repetir. Eu continuei dando o meu melhor em tudo, continuei “machucando meus joelhos”, continuei a adorar viver, adorar a vida, mesmo que ela sempre olhasse para mim com desdém, mesmo que ela não recompensasse meus esforços.

Então, eu ouvi essa música ontem. Eu coloquei ela em loop, cantei junto em inglês e em português, e chorei muito enquanto escrevia. Então, agora eu escrevo, e digo: não duvide de que as coisas que te ancoram na esperança sejam banais. Não são.

Com Amor (Orgulho e Lágrimas), Lua ★.

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