“Enfim, isto não será um ‘adeus’; será um ‘até o dia que terei outro diário’, que espero sem demora. Luzzy, minha doce Zy, lembre-se de mim e espere ansiosamente pelo dia que poderemos conversar — eu escrevendo, você, lendo.”
Esse foi o último parágrafo que escrevi em meu diário no dia 13 de setembro, faltando três dias para completar cinco meses que eu tinha a Luzzy. Obviamente que continuo escrevendo virtualmente, mas nós, escritores, sabemos — e como! — que nada se compara a escrever manualmente.
Com isso, este post mostrará minha linda jornada com esse diário, com direito à foto, a trechos e à história. Divirtam-se!
❓❔Como e Quando Ganhei?
Eu estava há dois meses e treze dias sem escrever manualmente e isso me agoniava ao extremo. Então, em uma quarta-feira, 16 de abril, uma amiga — que aqui chamarei de “K. J” — me deu esse diário. Eu ainda era cristã e eu não me orgulho do que escrevia no começo.
✍️❔ Quando Escrevia?
Naturalmente, eu escrevia sempre que tinha tempo livre e quando eu sentia vontade. Por isso, às vezes, passava dias sem escrever e, outras, eu escrevia três ou quatro páginas.
🪞💭 Trechos e Reflexões
20/04: “Acho que estou sendo dura demais comigo, né? É inevitável, já que estou totalmente cansada e eu não sei como colocar isso para fora se não for me apedrejando.” — Percebe-se que eu era muito autodestrutiva.
14/05: “Às vezes, eu penso que seria melhor não ser tão responsável assim e viver de qualquer jeito. Eu só tô cansada e quero abrir mão de tudo, mesmo sabendo que isso não é possível — a não ser que eu morra.” — O cansaço faz isso com a gente...
05/06: “Não sei atuar nessa vida e eu pago caro por isso, mas talvez seja bom sentir — eu só não cheguei nessa parte ainda.” — Já cheguei, ainda bem.
22/07: “P. 25 [de O Diário de Anne Frank] (Sábado, 7 de Novembro de 1942): “Eu só que eu gostaria de sentir que o papai realmente me ama, não porque eu sou filha dele, mas porque eu sou eu, a Anne.” — Precisava morrer mais um pouquinho com a veracidade dessa frase.
18/08: “Segundas-feiras tendem a ser péssimas.” — Autoexplicativo.
12/09: “Mas coisas me faltam. Eu queria mais carinho, queria mais compreensão; as pessoas dizem que eu tenho tudo, mas e quanto ao meu coração?” — Não acho que eu esteja sendo exigente...
⭐ Como Surgiu o Nome?
Por causa de Anne Frank e sua Kitty, eu criei a Luzzy, que é a junção de Lizzy e Lu:
Lizzy + Lu = Luzzy.
Foi um dos diários mais importantes da minha vida, que me fez valorizar linhas, tinta e papel. Eu espero, portanto, que todos encontrem acolhimento — em mim ou em papéis.
Com Amor, Lua.
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