sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Now she's gone...

 

 

Como todo adolescente comum, eu já cometi erros. E isso ainda me persegue, sempre me lembrando exatamente onde eu errei, mesmo que eu já tenha me redimido.
Um desses erros é... que eu traí uma garota com quem eu tinha um relacionamento. Eu tinha treze anos, ela me tratava muito bem, mas não nos víamos com frequência. Então, eu fiz isso. E me arrependo profundamente desde que percebi que ela era incrível e que eu perdi alguém importante.
O título desse texto é um trecho de uma música da série Kally's Mashup (sim, tudo sobre ela agora) e eu me emociono muito ao ouvi-la. Principalmente esse trecho aqui (que eu vou traduzir):

“Você não sabe o que tem
Até que ele se foi
Você não sabe o que tem
Agora ela se foi.”

Nunca pensei que escreveria um post sobre algo que me envergonha tanto. Mas eu consigo entender o meu pensamento naquela época, mesmo que isso não justifique e não mude absolutamente nada. Eu não sabia amar, não sabia como reagir ao amor de outro alguém. Eu tinha medo, e esse medo me consumiu. Mas eu deveria ter ouvido meu coração, quando ele me disse que eu tava trocando algo valioso.

“É tudo sobre você 
É tudo sobre você
Sempre foi você, eu não sabia
Agora, o que posso fazer?
Agora, o que posso fazer?
Se tudo que eu quero fazer agora é mostrá-lo...”

Com Amor, Lua ★.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

I'm getting stronger...

 “Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, às 18h03.

Querida Luzzy ★,

Com você, minha música preferida:


Essa música me ajudou a sobreviver a tempos que quase me engoliam de tão sufocantes. Agora… aqui estou eu: feliz, lúcida e carismática. Mas também sentindo medo, tristeza e dor.
Relembrar tudo isso me deixa emotiva, frágil… mas também me lembra de onde saí, de onde estou, de tudo que ainda terei pela frente. Mesmo cansada e, muitas vezes, deprimida, eu ainda persisto porque sei onde quero chegar. Sei o que me mantém de pé.
E mesmo que essa música me faça chorar como um pinguim, eu a adoro. Afinal, posso lidar com meu mar transbordando (bem, mas não posso fazer muita coisa sobre os olhos inchados e o nariz escorrendo 🤷).
Ah, eu terminei a biografia de Dostoiévski e ficou incrível. Também avancei bastante no livro Beijos e Croissants (e quase tendo um surto por causa do Louis — que não é meu, mas quem perguntou?).
Eu também lavei meu cabelo hoje, o que me deixou 100,50% feliz kkkk. Já tô devaneando, né, Zy? Nem percebi!

Com Amor, Lua.”

Rascunhos da Alma™

Oi. Com essa introdução ao meu mundo é que começo o meu quadro favorito. Eu estive ouvindo a música Strong da série Kally's Mashup e relembrei muito das minhas antigas lutas como uma criança sensível num mundo bruto.

Naquele tempo, eu realmente pensava que eu não conseguiria superar os desafios. Pensei que minha vida toda seria aquela, que eu nunca avançaria em nada. Mas olha onde estou agora, olha quem tem conquistado coisas incríveis, mesmo que ela se sinta constantemente incapaz e fraca de continuar lutando.

Eu prometi a mim mesma que não iria chorar escrevendo isso e que não ia deixar essa emoção transparecer na escrita... mas eu quebrei a promessa.

Essa música — cuja a letra eu escrevi no meu diário — foi o meu porto seguro por muito, muito tempo. Eu ouvia ela, cantava a tradução para mim mesma, queria acreditar que eu realmente estava me tornando forte a cada tempestade, mesmo que eu não ficasse tão convencida disso. 

Até teve uma vez que, na escola, quando eu tava no segundo ano, minha professora deu espaço para que os alunos cantassem alguma música e eu escolhi essa, mesmo tendo apenas sete/oito anos, mesmo não sabendo as palavras em inglês... e eu cantei com tanta emoção, nem sei como eu não cheguei a chorar naquele momento.

Foi incrível. Daí eu fui crescendo e essa música se afastou de mim, mas ela ainda ecoava, eu ainda dizia a mim mesma “eu estou ficando mais forte...”, mesmo que não desse pra acreditar nisso, eu não parava de repetir. Eu continuei dando o meu melhor em tudo, continuei “machucando meus joelhos”, continuei a adorar viver, adorar a vida, mesmo que ela sempre olhasse para mim com desdém, mesmo que ela não recompensasse meus esforços.

Então, eu ouvi essa música ontem. Eu coloquei ela em loop, cantei junto em inglês e em português, e chorei muito enquanto escrevia. Então, agora eu escrevo, e digo: não duvide de que as coisas que te ancoram na esperança sejam banais. Não são.

Com Amor (Orgulho e Lágrimas), Lua ★.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Fiódor Dostoiévski.

 Vidas e Biografias™

“Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski foi um escritor, filósofo e jornalista russo. É considerado por muito um dos maiores romancistas e pensadores da história, bem como um dos maiores « psicólogos » que já existiu, ao considerar a designação e etimologia mais ampla do termo, como investigador da psique.”

“É isso que eu — Google — sei ao seu respeito, sr. Dostoiévski.”

Ok. É isso que você encontra se pesquisar "Fiódor Dostoiévski" — porque o segundo nome é impensável. Mas nossa — ou seja, minha — investigação irá além do Google (o que significa que vou entrar na Wikipedia e transcrever os fatos em minhas próprias palavras).



Fiódor Dostoiévski 

Filho de Mikhail (e os nomes estranhos se repetem 😯) Dostoiévski e Maria Dostoiévskaia, Fiódor nasceu em Moscou no dia 11 de novembro de 1821, de forma diferente dos escritores da época — ou seja, em uma família não abastada financeiramente. Seu pai era médico militar e, sua mãe, dona de casa — a profissão de médico era pouco valorizada. Mesmo assim — de acordo com um irmão de Fiódor —, eles mantinham seis serviçais para “conservar” um pouco do passado nobre do pai, do qual ele se desfez por conta própria.

Ele teve educação religiosa no cristianismo ortodoxo e — o que mostra que talvez os pais dele prepararam terreno para a cadeira literária dele — estudou literatura e outros estudos de humanidade, junto com seus irmãos. Ter contato com tudo isso — livros, emoções, reflexão — pode ter ajudado ele a tratar isso como “normalidade” (um bom assunto para um post 👀).

Seus pais morreram quando ele era muito jovem: a mãe morreu em 1836 — ou seja, ele tinha 15 anos — e, seu pai, em junho de 1839. Há suspeitas de que ele foi assassinado pelos próprios servos, na sua propriedade rural em Daravói. Deve ter sido difícil para Dostoiévski seguir a vida depois de ter perdido a mãe e o pai — assassinado ou não — tão cedo e em tão pouco tempo.

Além das matérias militares e da engenharia estudadas na Academia Militar de Engenharia de São Petersburgo, ele estudou a obra de Victor Hugo — o cara das frases longas e descrições sobre esgoto? Ele mesmo! 😌☝️ —, Honoré de Balzac, George Sand e Eugène Sue, visto que a academia tinha um excelente programa de literatura, focado principalmente na produção francesa. Ele também foi muito influenciado pelo poeta romântico alemão Friedrich Schiller.

A partir de agosto de 1841, Dostoiévski passou a morar fora da escola, dividindo apartamentos com conhecidos e com o irmão Andrei. Nessa época — segundo um desses conhecidos — escreveu partes de duas peças românticas, as quais não duraram e cujos títulos eram Mary Stuart e Boris Godunov. Terminou a engenharia em 1843.

Em 1845, Fiódor começou a escrever seu primeiro romance: “Gente Pobre”, o qual recebeu boas críticas até do mais influente crítico da literatura, Belinski. O crítico estava entusiasmado com o movimento realista europeu e viu no romance de Dostoiévski a primeira tentativa do gênero na Rússia. O livro foi publicado em 1846.

Depois de outros romances e contos, Dostoiévski entrou em contato com grupos da Inteligentsia — uma categoria ou grupos de pessoas envolvidas em trabalho intelectual complexo e criativo — russa, como o Círculo Petrashevski — dedicado à discussão sobre literatura e humanidade — e o Círculo Palm-Durov — formado a partir do primeiro, servindo de fachada para radicais revolucionários, incluindo o próprio Dostoiévski, que foi preso por suas atividades neste círculo (Petrashevski).

Na noite de 22-23 de abril de 1849, Dostoiévski foi detido, sob acusação de conspirar contra o czar Nicolau I. Depois das revoluções de 1848, o czar tornou-se vigoroso contra qualquer organização que poderia ameaçar seu reinado. A principal acusação foi de ter lido uma carta de Vissarion Belinski ao escritor Nicolai Gogol, que continha visões políticas e sociais conservadoras.

Por conta do processo, Fiódor passou oito meses na Fortaleza de São Pedro e São Paulo, onde escreveu notas para diferentes obras, mas a única obra concluída desta época foi O Pequeno Herói. Depois da investigação do Círculo Petrashevski, em 17 de setembro de 1849, quando foram enviadas para o czar, o qual ordenou a abertura de um tribunal civil e militar para julgar 28 acusados. Destes, 15, incluindo Dostoiévski, foram condenados no dia 16 de novembro à pena de morte por fuzilamento.

Após vários recursos, Nicolau I perdoou muito dos sentenciados à morte. Dostoiévski foi condenado a oito anos de trabalhos forçados, pena reduzida para quatro anos seguida de serviço militar por tempo indeterminado. Mesmo assim, em 22 de dezembro os prisioneiros foram levados para a Praça Semenovski, local da suposta execução. Três membros dos grupos — Petrashevski, Mombelli e Grigoriev — foram amarrados aos postes em frente ao pelotão. Fiódor era um dos três próximos. Enquanto aguardava, falou a Nikolai Spetchniev, que estava atrás dele: — “Nós estaremos com Cristo”. O revolucionário respondeu: “Um pouco de poeira”.

Antes da ordem para o fuzilamento, o czar ordenou que a pena fosse comutada para prisão com trabalhos forçados. A ordem havia sido assinada dias antes, mas Nicolau I exigiu a falsa execução (masoquista, não?). Através do Príncipe Míchkin de O Idiota, Dostoiévski descreveu essa sensação de quase morte.

Então, Fiódor partiu para a Sibéria depois de receber os grilhões. Dostoiévski passou a apreciar a vida de uma maneira muito diferente de como sua perspectiva era, iniciando um processo de transformação existencial, literária e política, que estaria finalizada 10 anos depois, quando voltaria para São Petersburgo.

Primeiramente, foi mandado para a prisão em Tobolsk, onde os presos eram redistribuídos para vários campos de trabalho a fim de cumprirem suas penas de trabalho forçado (chamado sistema Katorga — um sistema prisional do Império Russo). Lá, ele encontrou muitos dezembristas, diversos dos quais estavam acompanhados de suas esposas, que se exilavam espontaneamente. Elas forneceram a Dostoiévski, e aos outros prisioneiros, seus exemplares do Novo Testamento, o único livro permitido na prisão.

Então, ele foi encaminhado para a prisão em Omsk, centro administrativo da Sibéria, onde cumpriu por quatro anos a sentença de trabalhos forçados. Em uma carta ao irmão, Dostoiévski disse que o local deveria ter sido demolido anos antes, denunciando as péssimas condições da prisão. Embora a dificuldade e o mau estado do local, era possível conseguir outro tipo de literatura (espero que ele tenha lido muito).

Um dos fatos impactantes para ele foi descobrir que na prisão os servos não aceitavam pessoas de classe superiores como iguais. Os camponeses zombavam dos intelectuais por sua falta de jeito nos trabalhos físicos e, quando Dostoiévski se juntou a um protesto pela má qualidade da comida da prisão, eles não aceitaram e o expulsaram, porque ele podia comprar reforço alimentar, não tendo “lugar de fala” na manifestação.

Na prisão da Sibéria, o escritor sofreu seu primeiro ataque de epilepsia, condição “passada” para alguns de seus personagens, como o Príncipe Míchkin de O Idiota, Kiríllov de Os Demônios e Smerdiákov de Os Irmãos Karamazov. As cartas ao irmão deixam claro que os ataques epilépticos começaram na Sibéria, visto que ele já apresentava problemas nervosos antes.

Em fevereiro de 1854, deixou a Sibéria para cumprir pena de serviço militar sem tempo determinado.

Saindo da prisão, Dostoiévski foi enviado para servir no exército russo no Sétimo Batalhão do Corpo Militar da Sibéria, permanecendo quatro anos no Cazaquistão, na fortaleza de Semipalatinsk.

Nessa época, se apaixonou por Maria Dmitriévna, mulher casada e mãe de um menino, do qual Dostoiévski era tutor. Maria sofria de tuberculose. Quando ela e a família de mudaram para Kuinestk, ambos trocaram cartas, das quais apenas uma sobrevive (lá vai a Luana pesquisar "carta de Dostoiévski" às duas da manhã 🤫). Com a morte do marido dela em agosto de 1855 e com a promoção dele em novembro do mesmo ano, ele a pediu em casamento. Mas não sem umas tretas (até um caso com outro cara 👀😑), Maria aceitou em dezembro de 1856 (um ano e UM MÊS depois 😤) e em 7 de fevereiro do ano seguinte ocorreu a cerimônia.

Dostoiévski também passou por extremas mudanças existenciais, religiosas, morais e políticas no período entre a detenção e o retorno a São Petersburgo, fato afirmado pelo próprio autor.

Após assistir a uma extremamente violenta  — e para ele, insuportável —, festividade de Páscoa dos servos na prisão, ele lembrou do caso do servo Marei (servo do seu pai), o qual ocorreu durante a infância do escritor. Marei tratou Dostoiévski com extremo amor, quando este, com oito anos, pensou ter ouvido uivos de lobos na propriedade deles (boa imaginação ☝️). Essa lembrança fez com que o escritor passasse do rancor aos servos (por não o tratarem como igual) à crença de que se deve tratá-los como iguais, ou seja, ele estava iniciando uma crença socialista. Finalmente, chegou a ter fé na moral dos servos (cristianismo ortodoxo), do povo russo como seres humanos capazes de infinito amor, mas também de infinito mal.

No final de dezembro de 1859, retornou com sua família (esposa e enteado) para São Petersburgo. O retorno não foi um dos mais fáceis, vistor que sua ausência o afastou da literatura e do jornalismo. A situação política estava estável, já que Alexander II, czar que assumiu o trono em 1855, estava determinado a libertar os servos, o que deixou o escritor e a Inteligência Russa favoráveis ao czar.

Ele morreu em 9 de fevereiro de 1881 de uma hemorragia pulmonar associada com enfisema. Uma procissão fúnebre foi feita com representantes de diversos grupos sociais, aproximadamente 30 000 pessoas seguiram o corpo, que foi velado na Igreja do Espírito Santo.

Minhas opiniões (interpretando o texto em one, two, three...)

O primeiro livro que li de Dostoiévski foi O Jogador, e ele foi minha introdução à literatura russa, como vocês sabem, mas eu nunca pensei que ele tivesse passado por tanta coisa (e olha que eu só escrevi sobre a vida dele, sem adentrar nas obras). Fiquei meio orgulhosa (?) em saber que ele tinha estudado Victor Hugo, o cara da literatura francesa que eu sou obcecada (no bom sentido, não é como se eu fosse roubar o corpo dele do cemitério 👀👉👈).

Esse lance dele se apaixonar por uma mulher casada me lembrou o Camilo Castelo Branco e a Ana Plácido. Bom, pelo menos ele teve a prudência de não fazer nada que trocar cartas (afinal, o que cartas tããão inofensivas podem fazer, né? 🤷). Embora não seja de nenhuma religião (muito menos do cristianismo), me senti feliz com as novas crenças dele e sua fé. Como eu disse, a verdade é relativa, e mesmo que não seja a minha, fiquei feliz por ele ter encontrado a dele.

Como uma boa leitora que se preza, eu tenho o app de leitura Skeelo. E lá, eu tenho o livro Os Irmãos Karamazov para ler, o qual estou esperando o momento certo (traduzindo: o momento que eu não esteja atolada até a garganta de livros para ler 😀📚).

Fiódor Dostoiévski não foi um ser perfeito, mas foi o mais bonito — humano.


Com Amor (e Orgulho), Lua ★.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Sobre Les Misérables


“Com vocês, uma página do meu diário:”

Querida Luzzy ★,

Acabei de ler Os Miseráveis e Jean Valjean morreu. Mas antes disso, Marius o perdôo e, Cosette, pôde vê-lo pela última vez. Ele, o homem que ajudou tanto gente, que foi pai para uma garotinha que nem era sua filha, foi afastado da sociedade como uma escória, onde ele não podia dizer seu nome verdadeiro, onde ele tinha que se esconder sempre.

Sinceramente, errar publicamente — ou até um erro comum — pode ditar como será sua vida, pode delimitar seu lado, ou a sociedade boa, ou o esgoto dos miseráveis. As pessoas não perdoam tão fácil assim, as pessoas se tornam juízes sem a faculdade de Direito. Isso é certo? Não. É como a vida funciona? Infelizmente, é. Victor Hugo não se atreveria a fazer parágrafos sobre isso (ou sim, vai saber).

Com Amor, Lua.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Um Ensaio sobre a Vida

 


Pensatices™

Até eu estava com saudades de escrever livremente e sem pensar muito no que digo — porque eu penso demais quando não deveria pensar. Hoje é sexta-feira, sinônimo de fim de semana e de aulas se aproximando. Isso deveria me assustar, né? Mas na verdade, eu estou realmente ansiosa para estudar. Eu sou uma alma sedenta por aprender, então a escola é o melhor refúgio para minha mente agitada.

Bom, o dia nem começou ainda (porque eu só funciono depois das 13h), então eu vou apenas estar aqui e pensar na minha vida. Estou quase acabando Os Miseráveis, e pretendo assistir ao filme. Eu não conheço ninguém que já tenho o assistido, mas eu acho que vai ser bom. Ainda tenho vários outros livros para ler e eu tô bem animada com tudo, really. 

Ah, eu tive minha primeira consulta com uma psicóloga do ano. Foi muito bom e eu me senti ouvida pela primeira vez em minha vida. Sério, foi incrível.

No momento, está chovendo. E eu tô tomando café. E estou com um vestido vermelho (como a Louisa Clark, só que sem o Will). Eu assisti Com Amor Simon um dia desses e também Como Eu Era Antes de Você. Sinceramente, voltar para esses filmes me deixa flutuante e minimamente confortável. Inclusive, estou reassitindo a uma série — Kally's Mashup — que eu via quando era criança. E já coloquei várias das músicas dela na minha playlist. Estou feliz, serious.

Também tenho estudado Psicologia. Estou me saindo muito bem em tudo, e eu adoro isso. 

Um conselho do avô de Marius é "Amem-se! Adorem-se!". E eu concordo. Quando se tem um amor — eu já tive quatro, então sei do que tô falando —, não podemos "moderar" o nosso sentimento. Precisamos gritar aos quatro cantos do universo que amamos e somos amados, que temos um ser incrível ao nosso lado, que a gente ama alguém sublime. Se eu tivesse um amor, uma garota ou um garoto, ou até quem não se identifica com o gênero, me amando e eu amando essa pessoa, eu faria todos a conhecerem, diria  — vou me valer dessa expressão — a Deus e o mundo que eu encontrei o ser mais precioso, que eu sou retribuída no meu amor. Se eu tivesse um amor... claro.

E falando em amar, ando em dúvida sobre a bissexualidade e a pansexualidade. Mas acho que eu sou mais pansexual do que bissexual, só que eu não tenho nenhuma experiência para comprovar o fato. "Benditos céus, mandai-me um amor!" (Se eu orasse, seria isso). Olha, não levem muito a sério minhas efusões do parágrafo acima, às vezes eu me emociono.

Em toda a minha solidão, eu anseei por um doce e meigo amor. Mas agora… sei lá, acho que gosto mais de estar só. Todo mundo que pensa que vai morrer sem um amor se transforma num jovem solitário? Porque, se sim, alguém tem que me explicar essa metamorfose (Franz Kafka ou o Raul Seixas saberiam me explicar). 

Uma vez, depois do meu primeiro coração partido, eu jurei nunca mais amar ninguém. Mas aí, eu amei outras pessoas, que também quebraram o meu coração, só que dessa vez, eu decidi não amaldiçoar o amor. Eu amo o amor, eu amo amar. Mas talvez, quando se trata do outro, eu me torne um alvo fácil, alguém que se pode aproveitar. Eu não sei se é drama meu, mas acho que eu sou bem melhor sozinha. Amar e cruzar fronteiras pelo outro talvez sempre acabe com decepção e dor. Pelo menos, pra mim.

Falar do amor sempre me deixa assim: boba. Quem leria essas cartas? Quem se importaria com os relatos sentimentais de uma garota de quinze anos? Não sei, mas nas estatísticas desse blog, 425 pessoas me lêem. E eu não entendo como. Não entendo quem se importaria. Mas eu me importo, isso é o suficiente.

“Eu amei e fui amada, isso é o suficiente pra mim.” (Love Scenario, Ikon).

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Sociedade dos Poetas Mortos — E o lema “Carpe Diem”.

Resenhando Filmes™
“Sociedade dos Poetas Mortos é um filme que acompanha um grupo de estudantes de um tradicional colégio conservador que têm suas vidas transformadas pelo professor de literatura John Keating. Com métodos poucos convencionais, ele incentiva os alunos a pensarem por si mesmos, a valorizarem a poesia e a viverem intensamente sob o lema “Carpe Diem” (aproveite o dia). A história aborda temas como liberdade, conformismo, amizade, sensibilidade e o conflito entre sonhos pessoais e expectativas impostas pela sociedade.”

Como encontrei esse (ma-ra-vi-lho-so) filme
Em um belo dia, uma garota que conheci no Slowly — aplicativo de cartas eletrônicas — me recomendou alguns filmes e este estava incluso.

Minhas cenas favoritas 
1. Logo depois da “cerimônia”, os meninos se encontram e zombam dos valores do colégio (regras existem? Sim, mas não pra mim).
2. Quando eles observam as fotos dos antigos estudantes, e Keating diz:
“Carpe Diem. Aproveitem o dia, garotos. Tornem suas vidas extraordinárias”.
3. Quando eles estão andando atrás do professor e ele só vira quando o chamam de “O capitão, meu capitão”.
4. Quando eles rasgam o livro escolar.
5. Depois da primeira reunião da Sociedade, eles saem cantando uma música (depois eu vi um pombo, rastejando nas trevas, atravessando a mata numa trilha de ouro).
6. No aniversário do Todd, quando o Neil joga o estojo dele (“você ganha outro ano que vem”).
7. Quando Charlie se chama de “Nuwanda ⚡”.
8. A apresentação de teatro.
9. O Know todo feliz depois de ter ligado para a Chris 💞.
10. O Neil pegando o livro do Cameron e eles correndo pelo quarto.
11. Quando Todd recita aquele poema.
12. Quando o Keating faz a turma toda pega um papel, recitar o que está escrito e chutar uma bola.
13. Quando eles estão comemorando no jogo de futebol e carregam o Keating.
14. A cena do pátio em que eles caminham (e o Charlie diz: “estou exercendo meu direito de não andar”).
15. A cena final.

Minhas impressões 
Além de envolver a literatura e a educação, também envolve o pensamento do pensamento crítico e a liberdade na juventude. O Keating — longe de ser um mau exemplo — exercitou-lhes a mente e serviu como um exemplo vivo de resiliência e coragem. Neil Perry — longe de ser trágico e inconsequente — é um exemplo de que seguir nossos sonhos — sempre — tem um risco — às vezes, mortal.

                             Com Amor, Lua.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cálice (Cale-se) — O desejo por autenticidade.

Poesias Luásticas™

Chico Buarque 
uma vez escreveu:
"Talvez o mundo não seja pequeno 
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar meu próprio pecado 
Quero morrer do meu próprio veneno".

E eu,
Na minha ingenuidade,
Não entendia tão bem
"O que esse trecho significa?"

Mas aí, percebi:
A "verdade" não é absoluta,
O mundo não existe para sermos "iguais".
Somos diferentes 
E é isso que nos move para frente.

Poetizando a Poesia
Essa música sempre acendeu chamas em meu coração, sempre me fez querer um momento frugal para compartilhar meu pensamento 
Então, toda vez que ouvia este trecho, me lembrava que a verdade depende da perspectiva, que não se pode impor o que acreditamos aos outros, que o que funciona conosco talvez não funcione com o outro.
Além disso, esse trecho exala o desejo pela autenticidade. Eu posso dizer de mim que não quero ser apenas mais uma na multidão. Como dizia Charlie: "Tenho que fazer mais, tenho que ser mais!" (não reproduziremos o solo de clarinete, obrigada pela compreensão).
Então, o conselho da Jovem Lua (se é que estou apta para aconselhar) é: 

Busque sua própria verdade e seja fiel a ela. Mas também, não tenha medo de trocar de opiniões, pois é humano — e somos feitos de inconstâncias.

                                      Com Amor (e Orgulho), Lua ★.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Camilo Castelo Branco.

Vidas e Biografias™

“Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (1825 — 1890) foi um dia mais populares, proeminentes e prolíficos (os três p's) escritores portugueses do século XIX, sendo considerado o principal representante do Ultrarromantismo em Portugal. Ele nasceu em Lisboa e teve uma vida atribulada (olha aí, jesus) e passional, que frequentemente serviu de inspiração para suas obras.
• Carreira e Produção: Foi romancista, cronista (tudo que acabe com “ista”), crítico, dramaturgo, historiador, porta e tradutor, tendo publicado mais de 260 obras. Foi um dos primeiros escritores de língua portuguesa a viver exclusivamente de seus escritos literários. Recebeu do rei D. Luís o título de 1º Visconde de Correia Botelho.
• Vida Pessoal e Obra-Prima: Sua vida foi marcada por escândalos e paixões tumultuadas, sendo a mais notória com Ana Plácido, uma mulher casada, o que o levou à prisão por adultério. Durante esse período de cárcere, ele escreveu sua obra mais famosa: Amor de Perdição (1862), um romance que se tornou um símbolo do romantismo trágico. Outras obras destacadas influem “A Queda dum Anjo”, “A Brasileira de Prazins” e “Novelas de Minho”.
• Estilo: Sua escrita conciliava o sentimentalismo e o espírito dramático do Romantismo com traços de sarcasmo, humor e crítica social, apresentando em algumas obras aspectos que se aproximam do Realismo.
• Fim da Vida: Na fase final da vida, o escritor ficou cego e impossibilitado de escrever. Em decorrência de uma cegueira e problemas neurológicos, Camilo Castelo Branco suicidou-se em São Miguel de Seide, Vila Nova de Famalicão, em 1º de junho de 1890.

Minhas Humildes — e Não Pedidas — Opiniões
Camilo — me autorizo a tratá-lo como um velho amigo — viveu, né? Eu digo porque ele errou também, como qualquer outro ser humano.
Eu já li três livros dele: Amor de Perdição, Amor de Salvação e A Queda dum Anjo. Todos eles me ensinaram algo que carrego comigo:

— Que morrer pelo amor é honroso,
— Que a felicidade pode ser triste e
— Que precisamos cuidar para não estarmos traindo a nós mesmos.

Camilo odiava Amor de Perdição, embora esse tenha sido seu livro mais famoso. Odiar algo não impede dele se agigantar. Então, talvez o que odiamos seja algo que ainda vai crescer dentro de nós. Ou não, tudo bem.
Lendo Amor de Perdição, tive a sensação de que o tempo corria e eu nem prestava atenção aos capítulos, usados para “demarcar” o tempo — a única coisa que não funcionou com Camilo.
Agora, bebendo meu café e ouvindo música, fico pensando no que Camilo sentia antes de morrer. A morte é algo difícil de discutir, mas acho que não devemos culpá-lo — ele estava sofrendo e queria que parasse de doer. É compreensível.

                             Com Amor, Lua.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

“Tudo que nasce morre” — Uma conversa sobre a morte.

Rascunhos da Alma™
O trecho entre aspas vem da música de Sabrina Lopes, “Lei da Vida”. Queria falar sobre a inevitabilidade de algo e escolhi a morte para essa missão.
É um assunto que evito tocar, porque tenho medo que algum moralista ouça e diga: “ah, é a vida”. Alguém acabaria morto — e não seria eu. Mas acho que não exista nenhum deles me lendo (a não ser que queiram ser convertidos ao “Luanismo” 🪄).
Eu nunca perdi pessoas próximas, mas já perdi gatos. E gatos equivalem a pessoas. A sensação era de falta, como se alguém tivesse pegado meu livro emprestado e me devolvesse com alguma página faltando.
Intimamente, eu não temo a minha morte. Mas sei que, se outros — gatos ou pessoas — morrerem, um pedaço de mim será levado.

Como disse Chico Buarque:
A saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto 
Do filho que já morreu.”

                            Com Amor, Lua.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Só porque mudou o número não significa que mudou a vida.

Pensatice™

Porque rima com “chatice” — o oposto desse blog — e porque eu quero — motivo plausível aprovado por… bem, por mim! —, surgiu esse nome. É quase como um “Rascunho da Alma”, a única diferença é que falarei sobre pensamentos frequentes e universais que surgem em mim em vez de apenas “conversar sem linha nem fio” — embora esse último sempre apareça em tudo.

A Falsa Mudança do Ano Novo
Acho que todo mundo — sim, o globo terrestre inteiro — conhece alguém que faz várias metas no fim de ano e, no meio de janeiro, já esqueceu de tudo — é o que dá não anotar as coisa num PAPEL e confiar na memória 😑 — ou simplesmente não se dedica e ainda se faz de vítima — ó humanidade, ó vida, ó calendário-que-não-faz-as-coisas-pra-mim.

Voltando. Essas pessoas — por mais irritantes — existem. Sim, é um fato, não, elas não podem morrer para diminuir o excedente populacional — não seja um Scrooge!

Na verdade, essas pessoas pensam assim porque acreditam no seguinte pensamento:

“O ano mudou, eu vou mudar também”.

Parece inocente. Não é. E eu vou explicar o motivo.

Primeiro: a pessoa tenta mudar por causa do ano e não porque sinta que precise mudar. Quando o motivo é externo e não interno, a gente não vai até o fim — e nem deveria, porque mudar sem querer não é mudança: é farsa.

Segundo: o indivíduo espera o ano novo para “mudar”. Se a pessoa quisesse, reconhecesse que precisa mudar, mudaria no dia 1º de dezembro ao invés de esperar o 1º de janeiro. Necessidade não espera; conveniência sim.

“Ah, mas você deve ter alguma meta, né?”. Respondendo a pergunta — que eu mesma fiz, imaginando que vocês fariam. Ou não, segue o fluxo —: sim, tenho. São as mesmas do ano passado: escrever, ler, estudar, conhecer, aproveitar, cultivar e — o principal — viver.

“Mas você já não fazia isso?” Sim, fazia. Meta não precisa ser só “inédito”; pode ser continuidade.

                             Com Amor, Lua.

🌙 Aleatoriedades Cotidianas 🪄

Rascunhos da Alma ★™ Pela manhã, acordei cedo, tomei um banho frio, me vesti com minha calça jeans, minha blusas de botões branc...