domingo, 8 de fevereiro de 2026

Não é sobre "viver sem dor" — é sobre senti-la e conseguir seguir em frente.


Existe uma frase que eu li em um dos meus estudos sobre Psicologia, que é:

“Dor é inevitável. Sofrimento não é.”

Essa dor são as emoções humanas naturais que todo mundo — até aquelas pessoas que fingem que não — sentem. O sofrimento é a tentativa de expulsar a emoção, de tentar não sentir o que já está sendo sentindo.

E isso fez total sentido pra mim ontem. Basicamente, eu fiquei doente, passei o dia todo dormindo e acordando, sentindo dores e morrendo de febre. Eu me senti mal em não ter feito muita coisa, por não ter sido “útil”. Mas tentei não me culpar e dizer a mim mesma que eu precisava descansar.

Quando acordei hoje, estava um pouco melhor, mas ainda cansada. Escrevi um pouco, assisti a alguns minutos de um vídeo de balé sobre O Lago dos Cisnes (sim, oficialmente viciada) e fui ler esse livro, Alerta de Gatinho. Consegui me divertir um pouco, mesmo que meu corpo ainda doa e que minha mente esteja pessimista. 

Então, eu me permiti sentir, me dei liberdade para ficar doente por um dia inteiro, me deixei ser apenas um ser humano cansado e isso não durou mais que dois dias. Ou seja, talvez o que prolongue um sentimento ruim seja justamente o fato de evitá-lo. Se o nosso cérebro aprender que sentir emoções desconfortáveis é seguro, ele não vai entrar em pânico quando acontecer. Ele vai sentir e depois... continuar.

Com Amor, Lua.

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