“Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, é um romance trágico do ultrarromantismo português, centrado em um amor intenso, impossível e marcado pelo sofrimento.
A história acompanha Simão Botelho e Teresa de Albuquerque, dois jovens que se apaixonam profundamente. O problema é que suas famílias são rivais, cheias de orgulho e conflitos antigos. O amor entre eles, em vez de unir, acende ainda mais o ódio entre os dois lados.
Para impedir o relacionamento, Teresa é trancada em um convento pelo próprio pai. Simão, impulsivo e apaixonado, acaba se envolvendo em um confronto violento ligado à família dela e é condenado ao exílio. Mesmo separados, os dois mantêm o amor vivo por meio de cartas cheias de dor, esperança e devoção.
Paralelamente, surge Mariana, uma jovem que se apaixona silenciosamente por Simão e o ama de forma generosa e sacrificada — um amor não correspondido, mas profundamente fiel.
O romance mostra como o amor, quando cercado por orgulho, rigidez social e destino cruel, pode se transformar em sofrimento e destruição. É uma história sobre paixão absoluta, sacrifício e a força dos sentimentos — bela e dolorosa ao mesmo tempo.”
Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026.
Hoje, eu terminei de ler Amor de Perdição pela segunda vez. O final foi o mesmo que o de antes, mas dessa vez, foi com menos impacto funcional. Não fiquei pesada com o final, apenas me senti triste.
Pela manhã, fui para a escola e me senti estranha, insegura. Mas depois voltei para casa, e me senti um pouco eu mesma, de novo, depois de estudar Psicologia e planejar estudos sobre Literatura.
Quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026.
Oi, de novo. Hoje, eu me arrumei com minha calça jeans, uma blusa de botão branca e um casaco de flores e fui para escola. Nesses dias, eu estava indo com uma roupa que não chamasse muita atenção porque eu não estava pronta para receber isso sem me desregular por dentro. Então, hoje, me enchi de coragem e fui do jeito que eu queria e, no final, ninguém ligou e eu estava feliz. Foi uma vitória e tanto para mim mesma.
Agora falando de Amor de Perdição… eu ganhei esse livro do meu pai e, naquele momento, eu ainda estava lendo Jane Eyre, então eu deixei ele guardado para ler depois. Quando chegou a hora, eu o li em dois dias, porque fiquei viciada no jeito que Camilo Castelo Branco conta histórias. A única coisa que eu não fiz — e que pretendo, acho — foi responder ao roteiro de perguntas.
Simão e Teresa idealizaram um amor. Mariana se entregou a um amor não correspondido. E ambos foram duramente machucados pela realidade. E nem um deles sobreviveu a isso, não porque eram fracos, mas porque não conseguiriam viver em um mundo que não foi o que eles idealizaram.
Os meus ideais também foram quebrados uma vez. Eu também tentei “anestesiar” a mim mesma para não precisar lidar com a realidade. E por algum milagre “divino” — e olha que nem nisso eu acredito — eu ainda estou aqui, eu ainda sou eu. Todos lidam de uma forma com a realidade que vivem, e nenhuma delas estão erradas, não importa se eu concordo ou gosto delas. Todos sabem onde dói, e isso não me diz respeito. Tudo que eu posso fazer é viver a minha vida da minha forma. E deixar que os outros vivam da maneira deles, mesmo que me incomode.
» A minha verdade é só minha. Isso ninguém muda, mas também a isso ninguém deve. «
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