Esse é o quadro que tenho na minha frente nesse momento. E enquanto eu olhava esses gatos, me perguntei como seria quando eles partissem. A morte é inevitável, então me perguntei como aproveitaria a presença deles enquanto ainda estivessem aqui.
Daí, eu pensei numa frase que ouvi há alguns dias: “Pensar na morte nos aproxima da vida”. E isso é verdade, porque o que tememos não é morte, mas o simples e doloroso fato que, um dia, deixaremos de existir, de viver.
Ultimamente, tenho pensado muito e falado pouco. Talvez porque esteja muito cansada para colocar em palavras o que penso, ou porque eu não saiba colocar meus pensamentos em palavras. Em qualquer uma das hipóteses, percebi que a morte não é tão apavorante como parece ser, afinal, vai ser apenas um ponto final em tudo e, acredito, um eterno fundo preto.
Mas... por que a ideia de morrer me assusta? Simplesmente porque o que assusta não é morrer, mas não ter vivido o suficiente para achar que a morte seja um dia que valha a pena viver. E se a gente acha que não vivemos como queríamos, a morte se torna assustadora, pois esgota as nossas possibilidades de recomeçar.
Talvez o apavorante não seja morrer. Talvez o que realmente nos causa medo é chegar no fim da vida e perceber que não vivemos e sentir uma enorme decepção com nós mesmos (se é que esse sentimento é possível na morte).
Então, viva bem. Apenas viva.
Com Amor, Lua.
Nenhum comentário:
Postar um comentário