Faz quase uma semana que eu não escrevo para cá. Eu até me desculparia, se me sentisse culpada por querer paz e pausa. Mas eu não vou, porque soaria falso e eu tenho um contrato com a verdade desde que eu li Anne Frank dizendo que vamos mais longe com a honestidade.
Hoje é o último dia do ano. Mas não é isso que me impele a escrever. É a necessidade de fazer algo, mesmo que seja escrever para um blog adolescente. Talvez hoje seja o melhor dia para a reflexão, mas eu reflito todo dia, então hoje é como ontem e como sempre foi: um dia para pensar.
Eu não vou dizer que esse ano foi totalmente bom, mas ele me mostrou que as memórias são escudos, a escrita, uma arma e, o papel, um amigo. Eu encontrei pessoas que me ensinaram coisas boas, que foram embora, que me fizeram amiga da dor e conhecida do amor.
Isso é uma carta aberta. Se soar esquisito, lembra do “aberta”. Eu escrevo às 18h33, com minha mesa arrumada e uma xícara de um café proibido, mas com a mente um pouco nevoada, não por confusão, mas porque por aqui a gente sempre trabalha.
Nesse ano, eu me permiti viver, eu me permiti errar. Porque não importa o quanto tentem nos “endeusar”, somos humanos, que às vezes se perdem, às vezes se encontram e, às vezes também, só sentam no chão e esperam a chuva passar, não por fraqueza, mas por conhecer até onde vão.
Se alguma parte desse texto rimar, talvez seja porque minha mente gosta disso. Se alguma parte estiver incoerente, é porque eu pensei acelerado, até porque isso é normal, mais do que vocês imaginam.
Eu não escrevo para impressionar, eu não escrevo para agradar. Eu escrevo porque talvez exista algo que eu possa fazer com tudo que penso, com tudo que sinto, com tudo que acho que sei.
Eu não tenho respostas prontas para todos os problemas da vida. Até porque, eu nunca passei por todos eles, mas eu tenho o leve pressentimento de que eu não preciso saber tudo, mas estar aberta a tudo.
Eu prolongaria essa carta, se tivesse mil folhas comigo, mas no pouco que escrevi, percebi que não precisamos de um plano concreto para começar algo — só precisamos acreditar que somos suficientes para conclui-lo.
Com Amor, Lua.
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