O trecho entre aspas vem da música de Sabrina Lopes, “Lei da Vida”. Queria falar sobre a inevitabilidade de algo e escolhi a morte para essa missão.
É um assunto que evito tocar, porque tenho medo que algum moralista ouça e diga: “ah, é a vida”. Alguém acabaria morto — e não seria eu. Mas acho que não exista nenhum deles me lendo (a não ser que queiram ser convertidos ao “Luanismo” 🪄).
Eu nunca perdi pessoas próximas, mas já perdi gatos. E gatos equivalem a pessoas. A sensação era de falta, como se alguém tivesse pegado meu livro emprestado e me devolvesse com alguma página faltando.
Intimamente, eu não temo a minha morte. Mas sei que, se outros — gatos ou pessoas — morrerem, um pedaço de mim será levado.
Como disse Chico Buarque:
“A saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu.”
Com Amor, Lua.
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